Eficiência da gestão financeira é essencial para sobrevivência das startups

Eficiência da gestão financeira é essencial para sobrevivência das startups

Uma gestão financeira eficiente pode ser o fator que faz a diferença para o sucesso de um negócio. Quando se fala em startups, apesar do crescimento que o ecossistema de tecnologia e inovação teve nos últimos anos, 29% delas fecham as portas por falta de dinheiro ou planejamento equivocado na hora de utilizar os recursos, conforme levantamento mundial com 101 startups feito pela empresa de pesquisa CB Insights. A profissionalização do setor financeiro neste modelo de negócio, porém, ainda é um desafio, uma vez que muitas são empresas que começam pequenas, sem recursos para contratar profissionais com altos salários e, geralmente, o founder acumula a gestão financeira, nem sempre com tempo e conhecimento aprofundado para essa função. 

É neste contexto que o CFO as a Service, modelo em que a gestão de setor financeiro é terceirizada e feita por uma empresa especializada, pode ser determinante para a sobrevivência da startup, pois consiste numa opção mais econômica e que vai dar à gestão todo suporte necessário para definir os melhores caminhos a serem seguidos para o crescimento. 

“Não basta elaborar um pitch deck matador, possuir um capital humano de alta performance e já ter o capital alocado. Para atingir o objetivo de negócio, uma startup também precisa fazer uma gestão eficiente desses recursos. Ter uma rotina financeira eficaz é fundamental para otimização dos processos e uma boa gestão permite que a startup possa se sustentar no mercado a longo prazo, além de ser um sinal positivo de boa governança financeira para os investidores”, observa Fernando Trota, cofundador e managing partner da Triven.

A Triven é uma empresa de serviços de backoffice com foco em startups, fornecendo tecnologia e consultoria para apoiar os gestores na administração financeira do negócio e na tomada de decisões estratégicas, com serviço personalizado. A empresa, fundada em 2015, atende hoje 48 clientes, em diferentes regiões do Brasil e é pioneira no modelo de CFO as a Service no país. 

Fernando ressalta que um processo financeiro bem estruturado é uma demonstração de maturidade e um fator essencial para o crescimento sustentável de uma startup. Outro ponto importante é que a escalabilidade do negócio depende diretamente da saúde financeira da startup.

“A otimização de rotinas financeiras gera um impacto direto em aspectos altamente sensíveis para o empreendedor. A falta de governança financeira, por sua vez, pode contribuir para um menor valuation da empresa, e maior diluição nas rodadas de investimento”, alerta o especialista. 

Cenário e desafios

Depois de um período de fartura nos investimentos e crescimento, este ano trouxe um cenário desafiador para as startups brasileiras. Considerando o quadro econômico geral, com inflação, juros altos e crise econômica, os próximos meses não demonstram um cenário de rápida recuperação e os layoffs se tornaram comuns nos últimos meses. 

Conforme um levantamento da plataforma Distrito, no primeiro semestre, as startups brasileiras captaram US$ 2,92 bilhões em 327 transações, 44% menos do que no mesmo período do ano anterior. 

Diante desse novo momento, a gestão financeira passa a ser ainda mais vital, tanto para que os recursos sejam bem alocados, quanto para a atração de investimentos em um mercado que se coloca mais competitivo. 

“Problemas de governança ou gestão encontrados durante uma negociação podem reduzir drasticamente o valuation ou, até mesmo, inviabilizar a operação, uma vez que estes aspectos indicam o nível de risco que a companhia está correndo na sua operação”, aponta Fernando.

Para ele, a captação de investimentos sem planejamento pode gerar problemas futuros. “Você precisa saber onde vai alocar o recurso que está captando e até se o é o momento de fazer essa captação. Um crescimento menor, mas feito de uma forma planejada pode ser melhor do que um grande crescimento que depois se conclui que não levou ao lugar onde se pretendia chegar”, orienta. O conhecimento e avaliação do setor financeiro da startup também é essencial no momento de se tomar decisões importantes para o futuro da empresa. 

É nesse ponto que o advisory, ou seja, uma consultoria financeira – serviço com o qual a Triven também atua – pode ser decisivo para se tomar o melhor caminho, avaliando o momento e as possibilidades da startup e indicando direcionamentos mais assertivos. Além disso, a consultoria também pode levantar, analisar e fornecer todos os dados necessários para o pitch deck e apresentações em momentos de captação. 

“Durante a jornada de Customer Development, perguntas difíceis precisam ser respondidas, por isso é importante reunir dados, especialistas e tecnologias de ponta para analisar, estruturar e atacar cenários complexos”, destaca Fernando. 

Hoje, a Triven tem cinco verticais de negócio: além da gestão financeira recorrente (CFO as a Service) e consultoria (Advisory), a empresa atua na gestão de portfólio de investimentos para fundos de VC; contabilidade e jurídico.