Startup quer ser acesso no Brasil para quem busca o mercado de NFTs

Para quem ainda não se aventurou no universo dos NFTs (sigla em inglês para “Token Não-Fungível”), uma explicação: trata-se de uma evolução para o mercado, já que o conceito criou a posse e a escassez de bens digitais que antes não existiam. Um artista que colocasse um trabalho na internet imediatamente perderia a exclusividade sobre sua peça e, com os NFTs, isso é impossível de acontecer. E outras áreas, para além das artes, devem ser beneficiadas, uma vez que já existem projetos para digitalização de bens físicos como imóveis e automóveis, por exemplo. 

A empresa já passou por uma Série A de investimento e tem como parceiros alguns dos maiores nomes do mercado de cripto como ConsenSys Mesh eFilecoin. A história da empresa começou quando Leonardo Carvalho, CEO e cofundador da NFTFY, teve a ideia de criar o protocolo de fracionalização. “Eu vinha estudando os conceitos de Tokens Não-Fungíveis (NFTs) desde 2018 e pensei na possibilidade de dividir  esses NFTs, ou seja, alguma maneira de gerar “frações” que representassem esses ativos digitais”, conta o executivo. 

Em março de 2020, os criadores da NFTFY participaram do HackMoney Hackathon, da ETH Global, um evento que acontecia de forma presencial nas universidades dos Estados Unidos, mas que, diante da pandemia do coronavírus, passou a ser  de forma online

Dessa maneira, um dos cofundadores, André Salles, convidou para participarem do hackathon Leonardo, Rodrigo Ferreira e mais outros três amigos, todos especialistas em Blockchain e parceiros da BlockchainBH, um grupo de pesquisa em Blockchain e de trabalhos empreendidos no setor. “Eu já tinha a ideia de fracionalização de NFTs, trouxe a proposta para o grupo, que foi muito bem aceita por todos. Desde então, a ideia começou a sair do papel e culminou na criação da NFTFY”, conta Leonardo.

Como funciona 

NFTFY é o primeiro protocolo de Fracionalização de NFTs totalmente descentralizado, que permite a divisão desses ativos digitais em partes fungíveis, denominadas de Frações. “Qualquer usuário pode fracionar seu próprio NFT na NFTFY, recebendo as frações lastreadas nesse ativo, podendo vendê-las ou distribuí–las de forma privada, ou até mesmo lançá-las ao livre mercado através da criação de pools de liquidez como na UniSwap e SushiSwap.”, complementa Vinícius.

O protocolo de Fracionalização descentralizado criado pela NFTFY é um dos blocos que compõem os serviços de DeFi (Decentralized Finance). A partir do protocolo, é possível desenvolver inúmeros outros produtos e serviços na blockchain, como por exemplo a inovação oferecida pela NFTFY da Compra Coletiva, na qual usuários do mundo inteiro podem se juntar para comprar algum NFT que esteja à venda em outro marketplace, como o OpenSea, por exemplo. Após a compra, cada um receberá suas frações proporcionalmente à sua contribuição.

Porta de entrada no Brasil

Com tamanha expertise no segmento, tendo operação consolidada internacionalmente, o objetivo agora é ser a startup brasileira responsável pela entrada de empresas, projetos, atividades artísticas e culturais, entre outras infinitas possibilidades oferecidas pelo mercado de NFT. “Queremos construir uma comunidade global de pessoas engajadas em nossa plataforma, com pessoas de influência e grande entendimento, sendo capazes de manter um grande fluxo de criação de ideias e desenvolvimento de tecnologia”, acrescenta Leonardo. 

Com a chegada de sua operação em solo brasileiro, mundos como o Metaverso e outros dentro da Internet poderão ser melhor entendidos e desvendados de forma segura, com um player que conhece as maneiras de como operar no novo universo digital que se apresenta.