O consumo desenfreado e os impactos econômico, ambiental e social no mundo

Com o advento da Revolução Industrial, a exacerbação do consumismo desenfreado é pauta de espinhosos debates por diversos motivos, mas o principal é o que diz respeito aos meios empregados por grandes corporações da iniciativa privada para incutir na mente coletiva da sociedade o consumo como estilo de vida. Dentro desse aspecto faz se necessário a ampla discussão face aos impactos econômicos, ambientais e sociais que a indústria de massa impetra com os padrões atuais de consumo. O ser humano cada dia mais segmentado e preso em bolhas tecnológicas, não interage de forma ampla em assuntos de suma importância para o mundo, como o descarte correto do lixo produzido, a emissão de poluentes que estão transformando negativamente o clima no planeta e a escassez de recursos naturais, tudo em detrimento do consumismo aplicado pela indústria. 

O modelo industrial atual, de produção em larga escala, pautadas em bens de consumo cria para a sociedade um distanciamento entre os entes – produtor e consumidor – que se transformou em uma despersonalização da negociação. As grandes corporações hoje possuem um poder de manipulação e massificação que torna as mesmas em armas, como as estratégias de marketing e publicidade para intensificar ainda mais o consumismo desenfreado.  Exemplo maior se mostra com a sociedade americana, que vende ao mundo o conceito do “American way of life”, modelo de vida norte-americano que reflete sucesso, felicidade e alegria, por intermédio da posse e consumo, e não por uma consciência coletiva do papel de cada indivíduo dentro desse padrão. Cada vez mais se espalha pelo mundo a necessidade de se conquistar bens, em um materialismo sem limites, para que o respeito do outro seja conquistado.  

Mas, existe hoje um movimento contrário a essa exasperação consumista. Questões ESG estão a cada dia mais enraizadas em empresas, que correm contra o tempo para fechar lacunas deixadas nesse quesito. A necessidade de discussão e a tomada de ações e projetos voltados à proteção do meio ambiente tomam mais espaço na pauta nacional. O avanço é lento, mas gradual, principalmente vindos de startups conectadas a problemas relacionados a um mundo mais degradado e esgotado, sendo incapaz de se regenerar frente aos abusos pautados pelo consumismo. 

Entre essas startups está a Mahta, empresa de foodtech, que tem em seus princípios básicos o modelo de agricultura regenerativa e com soluções que vão de encontro a questões vitais, como o desenvolvimento sustentável e de cadeias produtivas para a conservação de todo meio ambiente. 

A empresa criou um produto, o Nutrição Regenerativa da Floresta, alimento que  agrega 15 superalimentos do bioma amazônico. Os ingredientes provem de comunidades tradicionais da Amazônia e de pequenos agricultores que operam no modelo SAFs (sistemas agroflorestais), como os da Associação dos Pequenos Agrossilvicultores e Cooperativa Agropecuária e Florestal do Projeto RECA, de Rondônia, e da Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam), do norte de Mato Grosso, entre outros.

Max Petrucci, sócio fundador da Mahta, destaca que não existe mais espaço hoje para se desassociar a produção industrial, no caso a de gêneros alimentícios, do processo de redução de impactos em setores vitais, como social e ambiental. 

“É uma questão de lógica. Tão importante quanto se alimentar bem, é imprescindível que tenhamos uma nova visão no planeta, uma modificação dos meios de produção para modelos que beneficiem não só o consumidor, mas também os produtores e o nosso ecossistema. A Mahta se insere nesse debate com a promoção de ações em prol desse produtor da ponta, que respeita os ciclos da natureza e com toda cadeia, que engloba o meio ambiente, a natureza social do processo e seu impacto no mundo”, atesta.

A Mahta tem como conceito gerar valor, reduzir impactos ambientais negativos e levar a inovação até o consumidor final, incluindo cadeias produtivas que englobam a população da região amazônica. A produção de cacau, cupuaçu, açaí, cumarú, bacuri e castanha do Pará são algumas das culturas que são impulsionadas pela Mahta.