Tecnologia acelera abertura de instituições financeiras no Banco Central

Uma das maiores dificuldades enfrentadas para a abertura de uma Sociedade de Crédito Direto (SCD) é o tempo de espera no Banco Central do Brasil (Bacen) para receber a autorização de funcionamento. A demora afeta diretamente os projetos e impossibilita o avanço no regulatório das Instituições Financeiras, enquanto o pedido continua parado. Mesmo que o processo dessas fintechs seja mais simples do que o das instituições financeiras em geral, porque há uma etapa única de autorização (para funcionamento), sem necessidade de autorização prévia para constituição, ele pode influenciar no andamento dos planos da empresa. 

Facilitadora para a entrada no mercado financeiro, uma tecnologia de core bancário de rápida implementação ajuda a tornar o processo mais ágil. A CashWay, techfin de Florianópolis/SC, contribui diretamente no processo de bancarização de Cooperativas de Crédito, SCDs, Bancos Digitais, Fintechs e IPs, fornecendo, além do core bancário, uma expertise em compliance que diminui esse tempo de espera. “A ajuda na adequação dos documentos às normas do Bacen permite que a instituição financeira tenha mais assertividade no pedido de autorização. Além disso, contar com a agilidade na implementação do core bancário é outro ponto que torna o processo menos oneroso”, explica Felipe Santiago, CEO da CashWay. 

“O nosso sonho sempre foi ter um banco digital”

Quando a Trinus, a primeira landtech do Brasil, que une soluções para o mercado financeiro (fintech), imobiliário (proptech) e legal (lawtech), começou a colocar em prática o plano de constituir uma Sociedade de Crédito Direto (SCD), se deparou com o desafio de encontrar uma solução tecnológica que atendesse às necessidades da empresa. “O nosso sonho sempre foi ter um banco digital para interligar todo o nosso ecossistema. Começamos a estudar primeiro as Instituições de Pagamento (IPs), mas como a gente também tinha um viés de trabalhar muito com crédito imobiliário, entendemos que a licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD) seria o instrumento ideal, porque com ela nós conseguiríamos criar a conta digital e ao mesmo tempo emitir crédito”, conta Diego Siqueira, sócio-fundador da Trinus.

Uma das primeiras barreiras que Diego encontrou foi a falta de transparência das empresas. A abertura e auxílio da CashWay foram decisivos para a escolha da tecnologia. “Conseguimos essa cumplicidade. O que impressionou foi o jogo aberto de nos mostrar quais são os desafios, os caminhos, além do plano mais acessível”. Facilitar a aquisição e encurtar os laços para criar parcerias com os clientes são características alinhadas com o propósito da CashWay. Segundo Felipe Santiago, a missão da techfin é democratizar os serviços financeiros. “Queremos dar voz a essas empresas para aumentar a inclusão e a competitividade, diminuir as tarifas e melhorar todo o ecossistema”.

Agilidade na adequação à regulamentação

Um dos focos do sistema da CashWay é oferecer o core bancário dentro de todas as normas do Banco Central, permitindo que a empresa foque na tecnologia que desenvolve, sem se preocupar com adequações regulatórias. “A solução está 100% adequada à resolução 4.893 do Banco Central do Brasil, que regula todos os aspectos ligados à segurança cibernética das Instituições Financeiras. A infraestrutura robusta, com acesso por VPN (rede privada virtual), autenticação de dois fatores e política de backup redundante, permite o crescimento da fintech sem que ela precise focar nisso”, explica Felipe. A integração é essencial para o desenvolvimento do trabalho na Trinus, que está iniciando o processo de open banking e Pix com a CashWay. “Antes de ter essa interação com a CashWay, percebíamos um mercado muito fragmentado. Cada processo tem uma empresa que faz e não tinha ninguém que nos ajudasse a entender como esse quebra-cabeça é montado”.