Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, 28.5, apresenta desafio pela qualidade de vida

Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, 28.5, apresenta desafio pela qualidade de vida

Definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde, em 1984, o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher tem como principal objetivo chamar a atenção e conscientizar a sociedade sobre os diversos problemas de saúde comuns na vida das mulheres, tais como câncer de mama, endometriose, infecção urinária, câncer no colo do útero, fibromialgia, depressão e obesidade.

“Muitos destes problemas são preveníveis e tratáveis por meio de medidas simples, especialmente quando diagnosticados precocemente. Por este motivo, realizar consultas médicas regulares é o ponto de partida para a manutenção da saúde, em todas as fases da vida”, explica o médico Alexandre Rossi, ginecologista e obstetra, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros e médico colaborador de Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP.

É também importante procurar ajuda médica quando algo não vai bem, evitando postergar um problema que pode se tornar cada vez mais sério. Em geral, problemas de saúde não melhoram com o tempo, ao contrário, reduzem aos poucos a qualidade de vida e podem, pouco a pouco, acarretar em novos problemas.

Além da orientação médica, para colocar a saúde em dia, dois outros pontos são indispensáveis: prática regular de atividade física e alimentação balanceada. Confira a seguir os benefícios e comece já a priorizar a sua saúde.

Atividade física

A atividade física regular é um importante fator para a promoção e manutenção da saúde da mulher em todas as idades e situações, inclusive na gestação e pós-parto, sempre que não houver contraindicação. Por este motivo, as consultas médicas são muito importantes, especialmente durante o pré-natal.

O sedentarismo é hoje considerado fator de risco no mundo inteiro. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, para obtenção de saúde, em adultos, bastam de 150 a 300 minutos de atividade física moderada semanal, ou de 75 a 150 minutos de atividade física intensa.

“A prática de exercício físico é fundamental. Além da manutenção do peso, a atividade física ajuda na regulação hormonal e de neurotransmissores, favorecendo uma boa ovulação e aumentando as chances de gravidez. Os exercícios devem ser mantidos durante a gestação, evitando o ganho excessivo de peso e prevenindo o surgimento de hipertensão e diabetes gestacional”.

Além do controle do peso, a atividade física regular pode prevenir doenças graves, como diversos tipos de câncer e doenças cardiovasculares, além de contribuir para o controle e tratamento de distúrbios do sono, depressão, hipertensão arterial e alguns tipos de diabetes.

Os exercícios também auxiliam na produção de endorfina, melhorando os efeitos da TPM e menopausa.

Alimentação

Outro fator importante para manter a qualidade de vida e a saúde é a atenção à alimentação. O ideal é dar preferência a alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras e legumes, às carnes magras e reduzir os embutidos, enlatados e outros que contenham excesso de conservantes, corantes, sódio e açúcar.

Por meio da alimentação, também é possível ajustar alguns dos desconfortos da gravidez, do climatério e até mesmo prevenir doenças como a osteoporose, diabetes tipo 2 e hipertensão arterial.

Sobrepeso e obesidade

A obesidade é uma doença crônica, que se caracteriza principalmente pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. Além dos danos à saúde, a obesidade e o excesso de peso estão associados ao aparecimento de diversas outras doenças. Por isso, profissionais de saúde buscam alertar pacientes desde muito cedo a prevenir o ganho excessivo de peso por meio de alimentação balanceada e prática de atividade física regular.

Pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no último mês indica que idade, condições socioeconômicas e falta de atividade física são os principais fatores associados à prevalência da obesidade no Brasil. Segundo o estudo, seis em cada dez brasileiros estão com sobrepeso. A taxa de obesidade no país atualmente está em 20,1%. Se nada for feito e seguirmos com o mesmo ritmo de crescimento, em 2030 teremos cerca de um a cada quatro brasileiros com obesidade no Brasil.

Vale destacar que a prevalência da obesidade é maior entre as mulheres: 22%, contra 18% nos homens.