Racismo estrutural reflete no tratamento que empresas dão a empregados e clientes

Você já parou para pensar que a maioria dos esforços das empresas, sejam grandes ou pequenas, para aumentar a diversidade e inclusão – e, consequentemente, a representatividade – está focado no quadro de funcionários e nos espaços de tomadas de decisão? Garantir a empregabilidade interna é somente um dos caminhos para criar uma cultura organizacional mais inclusiva e potente. É preciso discutir a importância de incluir nessa estratégia toda a cadeia de valor da organização, afinal, essa lacuna acaba por reproduzir práticas de exclusão e iniquidade. 

A mudança desse cenário começa pelo surgimento de novas áreas na companhia para pensar diversidade e inclusão, criar programas específicos e mudar diretrizes do sistema de compras e prestação de serviços. 

Para Simone Gallo, head de diversidade e inclusão na Condurú Consultoria, é essencial que as empresas olhem para a diversidade na cadeia de valor não só na hora da crise, mas sim como uma estratégia de negócio. 

“Empresas que geram milhares de empregos, contratam milhares de parceiros e fornecedores, impactam toda uma cadeia e as comunidades nas quais estão inseridas. Se mapearem isso e exigirem práticas de transparência, ética, diversidade e inclusão, o impacto produzido e por consequência o ganho social adquirido será imensamente maior do que se essas ações ficassem apenas no escritório ou na matriz”, afirma Gallo.