Maternidade e sucesso profissional: realidade possível com apoio das empresas

Em maio, comemora-se o Dia das Mães e após décadas de lutas, é possível apontar conquistas quando o tema é ‘carreira e maternidade’. O mercado está em evolução, mas apesar do cenário positivo, ainda há muito o que aperfeiçoar nesta relação entre profissionais e empresas.  

Neste caminho, o Great Place to Work surge como um apoio para as organizações. Por meio de uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação, a consultoria certifica os melhores ambientes de trabalho em todo o mundo, trazendo orientações para obter equilíbrio nesta relação empregado e empregador. 

Melhores Empresas para Trabalhar valorizam as mulheres-mães 

Em 2006, quando a pesquisa ‘Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil’ completou 10 anos, 100% das empresas premiadas ofereciam licença-maternidade padrão, de 4 meses, como exigia a lei. Mas, de acordo com a última pesquisa realizada em 2021, atualmente 53% das Melhores Empresas oferecem licença-maternidade de 6 meses e 5% delas oferecem licença paternidade estendida (de 1 a 3 meses).  

Há seis anos, o Great Place to Work também publica o ranking das Melhores Empresas para a Mulher Trabalhar e traz considerações muito importantes direcionadas ao mundo corporativo feminino. 

“É motivo de alegria dizer que de uma lista inicial com 30 empresas, hoje temos 70 exemplos de organizações que levam a sério o tema equidade de gênero, entendem o cenário de desequilíbrio existente por anos e assumem os desafios de equilibrar esta equação. O assunto maternidade é uma pauta extremamente relevante nestas empresas. São empresas que não só aceitam a maternidade como parte do processo de vida da mulher que deseja ser mãe, como celebram esse momento e promovem o máximo para que as mães se sintam seguras durante a gestação e, principalmente, no retorno ao trabalho. Existem empresas preparadas no mundo corporativo para acolher, incluir e promover as profissionais que são mães, em diferentes fases de sua vida”, destaca Daniela Diniz, Diretora de Conteúdo e Relações Institucionais do Great Place to Work.  

“As principais dificuldades sentidas pelas profissionais estão atreladas a uma gestão de pessoas pautada ainda no comando e controle, em que os líderes exigem presença física e ‘fiscalizam’ o trabalho, exigindo que cumpram sua função dentro dos horários e regras pré-estabelecidas. O mundo mudou e, consequentemente o mundo do trabalho também, isso exige novas posturas e comportamentos, principalmente da liderança. Precisamos de lideranças mais humanizadas que conheçam verdadeiramente seus times”, explica a Diretora de Conteúdo GPTW. 

Daniela Diniz enfatiza ainda que é preciso que os líderes realmente se importem com o ser humano atrás do crachá. Saber, por exemplo, se a profissional é casada, solteira, se tem filhos, como funciona esse ambiente doméstico, e assim, criar uma relação de confiança que permita às mulheres se sentirem mais à vontade, livres e, principalmente, engajadas com o trabalho. “A mulher que tem espaço para cuidar e abraçar sua vida doméstica e familiar também quando está trabalhando, é mais engajada, feliz e produtiva. É importante que os líderes estejam próximos e ouçam. Apenas se conectando verdadeiramente às pessoas, você consegue entender seu melhor potencial!”. 

O conceito de flexibilidade veio para ficar, as empresas que não se adaptarem a esse conceito vão perder cada vez mais pessoas, entre elas, mulheres/mães que poderiam trazer excelentes resultados. “Você pode ter um trabalho fixo em escritório, mas com flexibilidade total, o que significa estabelecer sua própria jornada de acordo com a necessidade de sua função. Confiar é a palavra-chave! Só se trabalha com flexibilidade quando você confia em suas equipes. Quanto mais as empresas assumirem a flexibilidade no trabalho, mais profissionais/mães felizes, engajadas e realizadas o mercado terá. Mais empresas bem sucedidas teremos. É bom para elas, para os negócios e para a sociedade”, conclui Diniz. 

Práticas GPTW 

Seguindo a tendência de crescimento entre as Melhores Empresas para trabalhar, além da licença-maternidade de seis meses, para contribuir com ambientes familiares mais igualitários, o GPTW Brasil anunciou este ano para seus colaboradores, a ampliação da licença-paternidade, também para seis meses. A partir de agora os novos pais terão direito de ficar em casa por esse período, sem desconto no salário ou necessidade de trabalho remoto. O benefício é acessível também para casais homoafetivos e casos de adoção. A consultoria criou a ‘licença-PETernidade’ de 2 dias, que permite aos colaboradores que adotam cães ou gatos, ficar em casa para adaptar os novos integrantes da família. 

O  Great Place to Work é uma consultoria global que apoia organizações a obter melhores resultados por meio de uma cultura de confiança, alto desempenho e inovação. Com a missão de “construir uma sociedade melhor, transformando cada organização em um Great Place to Work for All”, está presente em 97 países, analisa mais de 10.000 empresas anualmente, o que corresponde a mais de 10 milhões de funcionários impactados no mundo. Para mais informações, acesso a estudos, análises e pesquisa, acesse: https://gptw.com.br/