Segurança online ainda é questão crítica na educação

A segurança de crianças e adolescentes quando navegam na Internet ou participam de redes sociais é uma preocupação constante e justificada tanto para os pais quanto para a sociedade como um todo.  No que diz respeito à educação, embora existam várias instituições que já regressaram às aulas presenciais, a cibersegurança continua a ser um fator fundamental. Tanto nos lares quanto nas instituições de ensino, ações devem ser tomadas para garantir que os alunos adotem comportamentos responsáveis ​​e preventivos que os mantenham longe de potenciais ameaças cibernéticas.

Com a quase totalidade das aulas presenciais nas escolas e universidades brasileiras, estima-se que hábitos educacionais e recursos tecnológicos, amplamente utilizados nesta pandemia, passem a fazer parte da base curricular educacional de 2022. Uma pesquisa realizada recentemente com lideranças municipais no país mostra que mais de 4.400 municípios utilizam a internet para auxiliar na estruturação pedagógica durante a pandemia. O fato é que o ensino online salvou o ano letivo de 2020, 2021 e continuará ajudando na educação escolar em 2022. 

Ameaças cibernéticas latentes

Antes do surgimento da pandemia, ficou evidente que, em muitos casos, tanto as escolas quanto os professores não estavam suficientemente preparados para enfrentar ataques cibernéticos e conseguir manter a segurança dos programas e dos alunos. Fatores como autenticação, controle de acesso, integridade de dados e proteção de conteúdo foram essenciais. Sem dúvida, o ransomware foi e continua sendo uma das principais ameaças em ambientes educacionais, pois a escala e o impacto desse crime foram significativos no setor educacional em todo o mundo. Esse problema confirma a vulnerabilidade do setor e a séria ameaça cibernética representada pelo ransomware, que inclui organizações como escolas, universidades e instituições de pesquisa. Por exemplo, em 2020, no caso dos Estados Unidos, mais de 500 escolas e faculdades foram afetadas por ransomware e hackers extorquiram US$ 1,6 milhão. Países como Colômbia, México e Brasil sofreram o maior número de ataques na América Latina em 2021. Diante desse cenário, para garantir o aprendizado online, os sistemas educacionais devem resolver dois grandes desafios: primeiro, proteger seus dados confidenciais e depois eles devem assegurar suas aulas e comunicações online.