Tecnologia e contabilidade são essenciais para a saúde de clínicas médicas

Tecnologia e contabilidade são essenciais para a saúde de clínicas médicas

Tanto para os profissionais da área médica quanto para os pacientes, a evolução da tecnologia é certa e vem contribuindo para a saúde de modo geral. Termos como cirurgia robótica, telemedicina e uso de células tronco vem ganhando cada vez mais espaço e nos trazem o alento que, a todo instante, erguem-se inovações úteis para promover ações de prevenção, diagnóstico e tratamento das mais diversas patologias.

E, se ao mesmo passo que a compreensão do corpo humano só é possível graças ao avanço dos modernos equipamentos de diagnóstico por imagem, como ultrassonografia, raio X, tomografia computadorizada e ressonância magnética, a busca soluções financeiras, sobretudo para garantir a sustentabilidade das clínicas médicas, depende – e muito – de uma contabilidade especializada na área de saúde, atrelada aos recursos tecnológicos.

De acordo com Julia Lázaro, CEO da Mitfokus, startup especializada em consultoria financeira para a área médica, em virtude dos pormenores que circundam as clínicas e consultórios, na área tributária, trabalhista, empresarial, previdenciária e societária, é inaceitável hoje que médicos empreendedores dependam somente de planilhas ou relatórios impressos. Ela explica que, graças a tecnologia, tudo pode estar na palma da mão das pessoas, em tempo real, incluindo aí a contabilidade para a área médica.

“Portanto, sem a ajuda de um profissional especialista neste segmento, é muito provável que as empresas possam ter sérios problemas no que diz respeito a sua gestão e competitividade de mercado”, diz Julia, enaltecendo que é muito difícil, para um médico, manter as demandas burocráticas em dia, visto que no Brasil há mudanças de legislações, portarias, instruções normativas a todo momento: “Portanto, contabilidade especializada na área de saúde não é questão de luxo, mas sim de primeira necessidade”.

Júlia Lázaro: “Contabilidade médica não é questão de luxo, mas de primeira necessidade” (Foto/Divulgação)

Tudo porque quando a pessoa está na faculdade, uma vez que o foco está voltado para o atendimento à saúde de forma geral, é normal que o profissional tenha pouca ou nenhuma visão de administração. Por isso, delegar tal incumbência para um profissional da área é cabal para que tudo seja feito dentro da legalidade e com eficiência. “Diante de uma concorrência cada vez mais acirrada, e para se manter competitivo no mercado, há necessidade de estratégia, planejamento e um olhar de ‘lupa’ para a área, principalmente para o regime tributário, afinal de contas, qualquer imposto que possa ser economizado representa um grande diferencial no fim de um exercício ou ano-calendário. Além disso, impostos pagos a mais são difíceis e trabalhosos de serem ressarcidos. Só o ICMS já é motivo de muita confusão. E ele está presente em tudo: nos remédios, nos equipamentos e até no cafezinho servido na clínica, se aplicando tanto na comercialização dentro do país como em bens importados. Para piorar, como muda a taxa de um estado para outro, fatos como substituição tributária, isenção e benefícios fiscais acabam por prejudicar cada vez mais a operação do médico empresário brasileiro”.

Por fim, em sua visão, com o auxílio de uma contabilidade especialidade para área de saúde , é possível obter estudos que apontarão as melhores estratégias para a redução de tributos e a tomada de melhores decisões do ponto de vista econômico, “fazendo com que o médico se dedique à saúde dos pacientes, deixando a eficiência de sua gestão contábil e tributaria , para uma contabilidade especializada”.