Cidades inteligentes as-a-service: como fornecer evolução urbana respeitando o orçamento

A Organização das Nações Unidas estima que mais de dois terços da população mundial viverá em cidades até 2050, e o IDC prevê que até o fim de 2021 os gastos com cidades inteligentes vão ultrapassar US$ 130 bilhões. No futuro, pode existir uma demanda ainda maior de pessoas que migram para cidades com ainda mais rapidez para aproveitar os serviços de tecnologia, saúde e qualidade de vida melhor.

Como as cidades estão evoluindo?

As cidades inteligentes evoluíram rapidamente nas últimas duas décadas. No início, os projetos de cidades inteligentes focavam em infraestrutura, como banda larga super-rápida que revolucionaria a mobilidade, transporte, varejo, saúde e educação. A próxima iteração de cidades focou principalmente em soluções e arquiteturas, enquanto a abordagem atual está direcionada aos dados. Big data e análise preditiva impulsionam projetos de cidades inteligentes agora, conforme as cidades geram vastas gamas de dados que podem melhorar continuamente os serviços para residentes e visitantes.

Essa abordagem também prevê uma mudança no modelo de negócios. Com as populações das cidades definidas para continuar crescendo e os orçamentos sendo limitados, o modelo “as-a-service” (como serviço, em português) torna-se mais atraente e prático. Uma abordagem de cidade inteligente as-a-service (SCaaS) elimina o investimento capex inicial e oferece serviço de próxima geração para escalar com economia.

Cidade como motor e ecossistema de inovação 

As cidades inteligentes devem evoluir e crescer organicamente, sem serem sufocadas ou limitadas por restrições orçamentárias. Vejo as cidades inteligentes não apenas como motores de inovação, mas também como ecossistemas que potencializam a inteligência coletiva. Precisamos estimular novas ideias, a inovação deve se tornar um processo contínuo do qual todos na cidade se beneficiam.

A própria cidade inteligente e o modelo as-a-service têm objetivos específicos em comum: ambos são projetados em torno da eficácia, eficiência e da sustentabilidade. Mas, a necessidade desses centros serem capazes de evoluir dentro de um orçamento e inovar enquanto permanecem eficientes, pode exigir um pensamento diferente no futuro. Ao se livrar dos silos, você pode agilizar o gerenciamento operacional. Trazer um parceiro as-a-service ajuda a fazer isso enquanto reduz o custo total de propriedade. O SCaaS também ajuda a reduzir o risco em seu projeto de cidade inteligente, podendo introduzir novos serviços rapidamente e seu parceiro avaliando o impacto em sua rede e operações, e fazendo as alterações necessárias.

Há também o benefício do modelo as-a-service que ajuda as cidades inteligentes a redefinirem os limites dentro da organização geral. Em vez de ter várias funções da cidade operando em silos, as cidades inteligentes podem usar modelos as-a-service para configurá-los como uma coleção de serviços horizontais, que estão disponíveis e são compartilhados por toda a cidade. O compartilhamento de dados entre os departamentos de gerenciamento de tráfego, saúde ambiental e segurança aumentaria a oferta geral da cidade, por exemplo.

Agilidade é outro benefício geral: em seu Flexible Consumption Models Study, a Deloitte descobriu que 75% das organizações disseram que os modelos as-a-service tornam mais fácil e rápido a introdução de novas soluções. E 70% disseram que isso permite usar ferramentas tecnológicas que, de outra forma, iriam considerar muito caras para pagar. Isso também se aplica a cidades inteligentes.

Qual é o caminho para a transformação mais eficaz de uma cidade inteligente?

Selecionar o ecossistema certo de parceiros é um passo significativo em direção a um modelo as-a-service para uma cidade inteligente. A Orange Business Services do Oriente Médio trabalhou em vários projetos importantes de cidades inteligentes e os apoia com nosso ecossistema de inovação regional. Ele desempenha um papel vital ao permitir a inovação contínua no espaço da cidade inteligente.

Essa região é o lar de inúmeras inovações e iniciativas de cidades inteligentes que estão avançando. Em The Rise of Smart Cities – Digital Transformation in the Public Sector, a KPMG previu que o mercado de cidades inteligentes em EMEA dobrará de valor de U$ 1,3 bilhão em 2018 para U$ 2,7 bilhões em 2022. Uma abordagem SCaaS pode ser indispensável para ajudar a garantir que os projetos do Médio Oriente permaneçam dentro do orçamento, bem administrados e prontos para lidar com qualquer interrupção possível que o futuro possa trazer.