42% dos brasileiros que investem no exterior têm de 18 a 25 anos de idade

42% dos brasileiros que investem no exterior têm de 18 a 25 anos de idade

Você sabia que os brasileiros começam a investir no exterior mais cedo e com foco no longo prazo? A descoberta foi feita pela Stake, plataforma que conecta pessoas de diferentes países ao mercado de ações americano, que identificou que no Brasil, especificamente, jovens são maioria investindo na bolsa de valores americana.

Atualmente, no Brasil, mais de 42% dos usuários da plataforma possuem entre 18 e 25 anos. As operações da Nova Zelândia, Austrália e Reino Unido possuem entre 26 a 34 anos.

“Os jovens, mais antenados com tecnologia, sabem que hoje, investir nos Estados Unidos pode ser fácil e barato. No Brasil, a proporção ainda maior de jovens talvez se explique pela grande perda de poder de compra que o real teve na última década, que mostra a importância de se manter um patrimônio em moeda forte para uma geração saudosa por um dólar mais barato e a realização da viagem dos sonhos”, avalia Rodrigo Lima, analista de investimentos e editor de conteúdo da Stake.

O número de trades de brasileiros também é muito inferior ao dos demais países onde há operações da Stake, o que segundo Lima, tende a ser bom, pois o investidor pessoa física tende a sofrer de overtrading – operar de forma desapropriada, seja compulsiva, irracional ou emocional.

“De maneira geral o investidor de varejo gira muito o portfólio buscando ‘a ação do momento’, o que tende a prejudicar a performance da carteira como um todo a longo prazo, já que é muito difícil acertar esse timing. No caso do investidor brasileiro, vemos que há uma certa maturidade, que opera muito menos do que seus pares internacionais”, explica Lima.

“Uma tendência que infelizmente os brasileiros seguem, é a de concentrar sua carteira em poucos ativos. O velho ditado diz que a diversificação é a arma dos que não sabem o que estão fazendo, e na maior parte das vezes não sabemos. É claro, há grandes investidores que tiveram excelentes resultados através da concentração em poucos ativos, mas a história não mostra aqueles que concentraram e se deram mal”, explica o analista.