Grupo investe R$ 10 milhões em startup de eficiência energética para sistemas de climatização

A startup Diel Energia, desenvolvedora de plataforma de gestão de refrigeração para o mercado corporativo, acaba de receber um investimento de R$ 10 milhões do Grupo Gera, companhia nacional que atua com comercialização e geração de energia renovável, com o objetivo de ampliar as soluções de eficiência energética para equipamentos de climatização no País.   

Diretores da Diel Energia

A parcela de consumo elétrico destinado à refrigeração em diversos segmentos pode corresponder de 60% a 80% do total da fatura, sendo este o maior alvo de atuação da startup. Em média, o serviço da Diel promove uma redução de 15% no consumo de energia dos seus clientes, podendo em alguns casos reduzir até 40% do total da fatura.

No último ano, a Diel Energia registrou um crescimento de mais de dez vezes nos negócios, impulsionado pela maior busca por redução de custo na conta de luz e o consequente aumento de competividade no setor produtivo. Com o investimento do Grupo Gera, a startup pretende expandir as operações para todo o Brasil, passando dos atuais 5 mil para 30 mil dispositivos instalados no setor privado.

A Diel Energia também planeja uma política agressiva para executar projetos-pilotos em grandes players do varejo nacional, além de promover mais melhorias na ferramenta e no software, como por exemplo a integração com sistemas de monitoramento já existentes, sendo possível monitorar qualquer tipo de máquina de ar-condicionado.

“Todas as empresas com operação crítica que dependem do bom funcionamento do sistema de refrigeração possuem o desafio de aumentar a eficiência energética. Nesses casos, é necessário que os equipamentos estejam sempre funcionando para o sucesso da operação, como é o caso, por exemplo, de hospitais, clínicas e frigoríficos”, comenta Victor Arcuri, diretor e fundador da Diel Energia.

“Um importante exemplo são unidades de medicina diagnóstica, onde equipamentos como a ressonância magnética são extremamente sensíveis à temperatura e umidade. A não conformidade da sua climatização pode levar à quebra da máquina e ao prejuízo no faturamento. Outro exemplo é a armazenagem correta de materiais coletados, como conservação de exames de sangue na temperatura entre 2°C e 8°C, sendo vital para o resultado correto do paciente”, acrescenta Arcuri.

O executivo ressalta que, em grandes varejistas, a enorme quantidade de equipamentos e uma operação ramificada tornam difícil a gestão e o controle do desempenho de cada unidade. “Obter informações de forma isolada ou não ter acesso aos dados concretos podem levar a tomadas de decisão precipitadas, gerando maior consumo de energia e maior custo de manutenção”, explica.