A Coluna do Roberto Maciel (sábado, 8.6): Reconstruindo uma relação saudável, respeitosa e estratégica

A Coluna do Roberto Maciel (sábado, 8.6): Reconstruindo uma relação saudável, respeitosa e estratégica

  • Apesar do empenho do governo de Jair Bolsonaro e de personagens como os filhos do então presidente, o então ministro da Educação Abraham Weintraub e o então ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo – além, claro, do próprio ex-presidente -, o diálogo do Brasil com a China tende a seguir em níveis respeitosos e respeitáveis. Terminou ontem uma missão público-privada ao país asiático, coordenada pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, visando a fortalecer laços comerciais entre as nações. Esse relacionamento, se bem conduzido, terá reflexos no Ceará, onde chineses têm investido em indústria pesada. Áreas como energia renovável, transferência de tecnologias para mobilidade sustentável, expansão da cooperação espacial, cooperação regulatória em inspeção farmacêutica e biotecnologia agrícola, hubs de descarbonização para a indústria siderúrgica, desenvolvimento de cadeias de suprimento do hidrogênio verde brasileiro, eliminação de barreiras comerciais e fomento a projetos de bioeconomia estão entre as mais atraentes no Estado. Dialogar em condições de equilíbrio com o principal parceiro internacional do Brasil, sem ofensas, com profissionalismo e com seriedade, é mais do que imposição ética. É estratégia de crescimento e um atestado de inteligência.

Arruma a mala aí
Agastados com medidas do governo Lula na economia, representantes da Confederação Nacional da Indústria arrumaram as malas e deixaram a comitiva brasileira. Disseram que a zanga era um protesto contra impostos.

Ajeitando os estragos
A rigor, o que a comitiva de Alckmin está fazendo é buscar corrigir as aberrações anti-diplomáticas cometidas por Jair Bolsonaro e apaniguados. Ajustar rotas, tons e volumes desse diálogo internacional tem razão especial: reforça o Brasil como líder regional e amplia perspectivas econômicas.

Tech
Em setembro do ano passado, o governador Elmano de Freitas expôs potenciais do Ceará a investidores da China. Reuniu-se com gestores de bancos e conheceu processos produtivos de fábricas. Trouxe na bagagem memorandos de entendimento com empresas de lá, inclusive no campo do hidrogênio verde.

Verde
Fortaleza tem neste mês inteiro programação de atividades na área ambiental. Diz a Prefeitura que a cidade “desponta internacionalmente” por ações como “ampliação das áreas verdes, manejo de resíduos e a qualidade do ar”. Mas é só papo-furado.

Ficção
Foi em Fortaleza que os donos do evento “Fortal” começaram a destruir uma área protegida, com cerca de 20 hectares de floresta natural, próxima ao aeroporto – era para lá que pretendiam levar a micareta. É também em Fortaleza que a Prefeitura não consegue nem podar árvores que afetam fiações, impedem a iluminação de postes e empatam a visibilidade da sinalização de trânsito.

Ao mar
A Prefeitura de Fortaleza vai criar uma escola náutica para funcionar na Barra do Ceará. Vai investir no projeto cerca de R$ 449 mil por intermédio da Secretaria de Esporte e Lazer, para usar o “desporto náutico como ferramenta de ensino e transformação social”. O público serão jovens e adultos com mais de 15 anos de idade.

Inovação
O Cariri recebe no próximo dia 19 o escritor e consultor Walter Longo, especialista em inovação e transformação digital. Ele vai falar no Centro de Convenções, no Crato. Longo já passou com a exposição por Fortaleza e Sobral, sempre a convite do Sebrae-CE.

Hoje é dia de rock, bebê!
O Centro Dragão do Mar dá hoje uma boa chamuscada na morna agenda cultural de Fortaleza. E acolherá a terceira edição do Festival Rock Arte. As apresentações terão início às 16h, no Espaço Rogaciano Leite Filho, com as bandas Rock4!, Old Friends, Roger Capone e os Planárias e Tannat. A agenda inclui Dj e grafites. O acesso é gratuito, mas a organização pede doação de alimentos para o Ceará Sem Fome.