- Além de serem radicais de direita, daqueles que pregam a disseminação de armas, o ódio à diversidade sexual, a valorização dos direitos humanos, o desprezo às mulheres, a extinção de cotas raciais e o fim dos investimentos públicos na cultura, os deputados federais André Fernandes (CE), Gustavo Gayer (GO) e Nikolas Ferreira (MG) são bolsonaristas. São do PL. E estão agora numa “marcha” a Brasília. Dizem que querem chamar a atenção da sociedade para a prisão do líder, Jair Bolsonaro, e exigir do Judiciário a revisão da pena atribuída ao chefe do golpe de 8 de janeiro de 2023. É pura conversa mole. Papo-furado. André, Gayer e Nikolas sabem, mesmo mostrando dificuldade de entender questões básicas, que magistrado nenhum vai rever a sentença do ex-presidente porque eles assim desejam. Também não ignoram que ninguém vai se sensibilizar para a “cana” que o Jair está puxando. A trinca está interessada mesmo é em salvar a própria pele, posando de bons e solidários moços para outros extremistas, e em se projetar nas eleições de 2026. Estão batalhando não por justiça nem por um velhinho enjaulado, mas para livrar o próprio couro.
Mais dos mesmos
Além da parecença política, os deputados marchadores têm passados esquisitos. André se celebrizou por raspar a extremidade do aparelho excretor e mostrar na Internet como faz isso. Também desprezou a gravidade de um crime violentíssimo – “Feminicídio? Dane-se!”; Gayer, dirigindo bêbado, causou mortes e deixou uma pessoa paraplégica; Nikolas ofereceu uma menina trans à brutalidade do linchamento virtual nas redes sociais.
Novo olhar
Tramita na Assembleia do Ceará projeto que cria o Programa de Apoio Multidisciplinar e Interinstitucional ao Combate ao Bullying nas Escolas. A autoria é da deputada Luana Régia (Cidadania, foto abaixo), parlamentar de atuação discretíssima. A ideia é assegurar prevenção, acompanhamento e apoio a vítimas de bullying e agressores em ambientes educacionais. No fundo, o propósito é formar gerações que respeitam valores e direitos.

Um “criativo” vereador
O vereador Julierme Sena (UB), policial que virou político, pôs para tramitar na Câmara de Fortaleza projeto que “assegura à pessoa com deficiência o direito de demandar e acessar serviços públicos municipais por meio digital, dispensando o comparecimento presencial, e estabelece medidas para garantia da acessibilidade digital”. Sabe de onde ele tirou essa ideia?
Uma mão lava a outra
A proposta de Julierme é igualzinha a uma relatada pela deputada Dayany Bittencourt (UB-CE) na Câmara federal. Sem tirar nem por, aliás. Dayany é casada com um policial que virou político, Wagner Sousa, capitão dos exércitos Ciro-bolsonaristas.
Sala de aula
O Instituto Centec vai ofertar curso técnico de nível médio em Segurança do Trabalho em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza. A primeira turma já deve ser iniciada no segundo semestre deste ano. A notícia é boa não apenas para estudantes, mas também para empresas e trabalhadores do município e de cidades próximas.
Tá valendo
O curso de Segurança do Trabalho será ministrado pelo Centro Vocacional Técnico de São Gonçalo do Amarante. A instituição tem mantido diálogos qualificados com empresas do Complexo do Pecém, que opera naquele município da Região Metropolitana de Fortaleza, e aprumado interações necessárias entre todos os agentes da economia local. O Conselho Estadual de Educação do Ceará já bateu o martelo e confirmou o curso.
Para ser 13 só faltou uma
A vereadora Adriana Almeida (PT) tomou gosto pela vida parlamentar, só pode. E justo no recesso da Câmara de Fortaleza. Pois veja: de uma só vez, pôs para tramitar 12 (isso: d-o-z-e!) projetos na Casa. Não há diferença do que outros vereadores fazem – são matérias de indicação sobre cicloestações, ilhas ecológicas, areninhas, escolas e requalificação de praças. Mas quem há de condená-la por falta de criatividade?


Fique por dentro do mundo financeiro das notícias que rolam no Ceará, Nordeste e Brasil.