Após tramar contra a Democracia, articular o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) e desviar dinheiro público em diferentes órgãos, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (foto) vem se movimentando com desenvoltura nos bastidores do poder. E está por trás do retorno da rádio Jovem Pan do Rio de Janeiro. A emissora tem estreia prevista para março. A informação também aponta que a ação empresarial é um dos eixos da estratégia do ex-parlamentar, após cumprir sentença de prisão por corrupção e roubo de dinheiro público, para retornar ao Congresso Nacional. Cunha estaria agora planejando se candidatar por Minas Gerais. Ele é dono de igrejas evangélicas e se tornou próximo do bolsonarismo.
Leia, abaixo, trecho de matéria do site Brasil 247:
Segundo o relato (do jornal O Globo), a emissora (Jovem Pan) deve ocupar duas frequências na capital fluminense — uma dedicada a jornalismo e outra a música — e instalar seus estúdios no Centro da cidade, no mesmo prédio que abriga há décadas o escritório político de Cunha. Apesar de ter transferido o domicílio eleitoral para Belo Horizonte, ele mantém rotina no Rio de Janeiro e confirma pessoalmente o projeto.
A ofensiva no rádio é apresentada como pilar da pré-campanha mineira. Desde que passou a viver na Savassi, região nobre da capital, Cunha afirma ter adquirido seis emissoras no estado, incluindo a Rádio Maravilha, onde participa diariamente com a leitura de trechos bíblicos em um quadro fixo. Foi uma estratégia semelhante que, no passado, ajudou a projetá-lo no Rio por meio da Melodia FM, do aliado e ex-deputado federal Francisco Silva.
Em entrevista, Cunha defendeu a eficácia do meio para dialogar com o eleitorado evangélico e de renda mais baixa. “Rádio ainda funciona demais para o público evangélico de mais de 35 anos das classes C, D e E. Tenho números que mostram que o fiel fica ouvindo cerca de três horas por dia esse tipo de mídia”, disse. Ele também rebateu especulações sobre os valores investidos e detalhou a engenharia financeira das aquisições: “Fala isso quem não sabe nada do ramo. Comprei a Maravilha em uma cidade do interior por um preço mais barato do que se comprasse na capital, além de ter financiado a outorga em dez anos. Gasto apenas R$ 30 mil por mês, tudo por dentro. Depois que a transferi para Belo Horizonte, aí que ela se valorizou. A ação com a Jovem Pan no Rio terá um modelo semelhante. Estou transferindo uma rádio de Rio Bonito para a capital”.


Fique por dentro do mundo financeiro das notícias e opiniões que rolam no Ceará, Nordeste e Brasil.