O ministro do do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandou que o presidente da Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal (Unafisco), Kleber Cabral, seja notificado para prestar esclarecimentos no âmbito da investigação sobre acessos ilegais a dados de ministros da Corte e seus parentes. A oitiva de Cabral deve ser realizada já hoje (sexta, 20.2), em teleconferência.
Cabral é bolsonarista. Foi candidato a vereador em São Paulo, em 2022, pelo partido Podemos, dizendo-se “cristão” e “defensor da família” e “apoiador da Lava-Jato”. Isso o compromete com a extrema-direita e colocaria sob suspeita qualquer crítica que faça a instituições – a começar pelo STF e a Polícia Federal -, sobretudo de tiver o sentido de questionar a legalidade de operações em favor de supostos envolvidos em atos ilícitos .
Abaixo, informações da Agência Brasil:
O procedimento foi feito de forma sigilosa e ocorreu após dar entrevistas de Cabral à imprensa criticando a operação da Polícia Federal (PF) que, na última terça-feira (17), realizou buscas e apreensões contra servidores acusados de realizar os acessos ilegais.
Devido ao sigilo do caso, não é possível saber se o pedido de esclarecimentos está relacionado à investigação ou às declarações de Cabral à imprensa.
Por determinação de Moraes, os servidores investigados devem cumprir diversas medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país.
Em nota divulgada após a operação, a Receita Federal esclareceu que as operações de busca realizadas pela Polícia Federal se basearam em informações fornecidas pelo próprio órgão.


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