Eudes Baima: “A educação depois de Gaza” (ou “A barbárie sem Adorno”)

Por Eudes Baima, professor, doutor e mestre em Educação Brasileira:
Em A educação Depois de Auschwitz, Theodor Adorno, embora num viés idealista, formula, como exigência para que a barbárie não se repita, a necessidade de uma educação capaz de prevenir o preconceito e a “frieza” social que tornaram o genocídio possível. 
O que Adorno não intuiu é que tal educação não pode ser produto da “boa consciência” e da pura deliberação dos homens e mulheres de boa vontade, mas da transformação radical das condições nas quais se engendraram a frieza social que tornou possível o genocídio nazista.
Mesmo assim, A Educação Depois de Auschwitz precisa ser retomado, talvez na forma da *Educação Depois de Gaza*.
Quem não consegue enxergar o genocídio perpretado pelo Estado de Israel como algo só possível diante da indiferença do mundo (a frieza social de que fala Adorno), incluindo aí a Rússia, a China e os BRICS? 
Consequência e continuidade lógica da destruição dos palestinos em Gaza, a ameaça de “matar toda uma civilização esta noite” deveria nos alertar para tal releitura de A Educação Depois de Auschwitz… à condição de que se entenda esta “Educação Depois de Gaza” no contexto da derrota do imperialismo que arrasta, não apenas a milenar civilização persa, mas toda a civilização para a morte.
Eudes Baima, depois de uma noite assustadora.

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