Um levantamento da Serasa Experian, realizado para entender a percepção dos profissionais sobre transição de carreira, revela que 37,7% dos respondentes querem realizar mudanças, como migrar para outro setor ou área de atuação (24,9%) ou já estão no processo (12,8%). O estudo “Tendências de Movimentação no Mercado de Trabalho” ouviu 1.606 respondentes em todo o Brasil e indica, ainda, que apenas 6,8% estão satisfeitos. Veja o detalhamento dos dados no gráfico abaixo:
“Os dados mostram que a transição de carreira deixou de ser um movimento reativo e passou a refletir uma mudança estrutural nas expectativas dos profissionais. Crescimento e qualidade de vida aparecem no mesmo patamar, indicando que desenvolvimento não é mais apenas avanço hierárquico, mas uma combinação entre progressão, propósito e equilíbrio. Para as empresas, isso exige modelos mais flexíveis de carreira e políticas consistentes de mobilidade interna, para garantir maior empregabilidade e retenção de talentos”, explica Fernanda Guglielmi, gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian.
Entre os principais motivos para considerar uma mudança, crescimento profissional (28,3%) e qualidade de vida e equilíbrio entre vida pessoal e profissional (28%) aparecem no topo, superando fatores como remuneração e benefícios (16,3%).
O que viabiliza a mudança profissional
Quando questionados sobre o tipo de apoio mais importante no processo de transição, 33,6% dos respondentes apontam a oferta de vagas júnior ou trainee para quem está migrando de área. Em seguida, 30,6% indicam capacitação técnica na nova área como principal suporte. Já em relação às principais dificuldades enfrentadas, 34% mencionam a falta de oportunidades para quem está começando na nova área e 23% citam a ausência de experiência prévia.
Fernanda explica também que a intenção de mudança expressa por uma parcela relevante dos profissionais é um sinal claro de que retenção não depende apenas de remuneração, mas de perspectiva. Empresas que estruturam trilhas transparentes de desenvolvimento e oferecem oportunidades reais de mobilidade interna tendem a reduzir a rotatividade e fortalecer sua marca empregadora de forma sustentável”, conclui a executiva da datatech.
Diferenças entre cargos e áreas de atuação
Os dados também mostram que as motivações e os desafios da transição de carreira variam conforme o momento profissional. Entre estudantes, 44% dizem estar em busca do primeiro emprego ou da primeira experiência na área desejada, percentual que também permanece elevado entre estagiários e jovens aprendizes (37%). Para esses profissionais em início de trajetória, o principal obstáculo está na falta de oportunidades para quem está começando: 39% dos estudantes e 46% dos estagiários apontam essa barreira.
Já entre profissionais em posições mais consolidadas, as razões para considerar uma mudança assumem outra dinâmica. Entre gerentes, por exemplo, a principal motivação passa a ser a busca por mais qualidade de vida e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho (40%).
Mobilidade interna e desenvolvimento estruturado
A Serasa Experian mantém iniciativas voltadas ao desenvolvimento e à mobilidade interna de seus colaboradores, com trilhas estruturadas de capacitação e oportunidades de progressão em diferentes frentes de atuação. Entre elas está o MyCareer, hub interno impulsionado por inteligência artificial que oferece uma experiência personalizada de desenvolvimento. A partir do preenchimento de perfil e definição de objetivos profissionais, a plataforma recomenda conteúdos de capacitação e oportunidades internas alinhadas às ambições de carreira, ampliando a visibilidade sobre caminhos possíveis dentro da organização.
“Na Serasa Experian, temos evoluído nossas iniciativas de desenvolvimento para torná-las mais personalizadas e conectadas às ambições de cada profissional. Com o MyCareer, integramos aprendizagem e mobilidade interna em uma mesma jornada, utilizando dados para recomendar conteúdos e oportunidades alinhadas aos interesses individuais. Esse modelo torna o desenvolvimento mais direcionado e transparente para quem está construindo sua trajetória dentro da empresa”, diz a gerente.
Metodologia
A pesquisa “Tendências de Movimentação no Mercado de Trabalho” foi realizada com 1.606 brasileiros. A amostra é composta majoritariamente por analistas (33,7%), estudantes (27,9%) e estagiários ou jovens aprendizes (17,8%), com predominância de profissionais das áreas de Operações (20,1%) e Vendas (19,8%). Em termos de escolaridade, 30,6% cursam o ensino superior e 26,6% possuem ensino médio completo ou incompleto.

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