Por Acrísio Sena (foto acima), educador e historiador:
O novo Plano Nacional de Educação (Lei nº 15.388/2026) não é apenas um documento técnico, mas uma vitória dos brasileiros e brasileiras. Sob a liderança do presidente Lula e com a articulação decisiva de Camilo Santana, barramos o retrocesso do *homeschooling* e dos *vouchers* para reafirmar o papel do Estado. Este plano nasce das ruas e das conferências da Conae, garantindo uma legitimidade democrática que o transforma no alicerce de um Brasil soberano, com o compromisso histórico de investir até 10% do PIB em educação ao fim da década.
As metas são ambiciosas e atacam o cerne da desigualdade brasileira: universalização da conectividade, expansão do tempo integral em 50% das escolas e o fortalecimento do ensino profissional integrado. A prioridade na equidade para indígenas, quilombolas e o campo reflete um projeto de nação que não deixa ninguém para trás. Além disso, a pactuação via Sistema Nacional de Educação (SNE) e o monitoramento bienal pelo Inep garantem que as metas não fiquem apenas no papel, mas se traduzam em infraestrutura robusta, financiada com os royalties de óleo e gás.
Contudo, a execução real exige vigilância constante. Reforço que não há revolução digital ou pedagógica sem a valorização e a formação contínua dos profissionais da educação. O PNE é um pacto de Estado, mas sua vida depende da nossa capacidade de mobilização social. Cabe a nós, educadores, famílias e cidadãos, cobrar que cada recurso se transforme em direito efetivo e justiça social em cada sala de aula deste país.


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