- O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), ex-governador, ex-deputado e ex-prefeito de Fortaleza, também ex-candidato a presidente da República, vem acionando repetidas vezes e sem autopiedade uma metralhadora retórica e de decisões políticas contra os próprios pés tamanho 44. É como se diz popularmente: “atirou nos próprios pés”. Em cada gesto se esmera na arte da autossabotagem, negando cada discurso que proferiu em defesa da Democracia, do diálogo social e da igualdade de direitos. Primeiro, aproximou-se do corrosivo bolsonarismo, revelando-se simpático a figuras como Capitão Wagner e André e Alcides Fernandes – referências da extrema-direita e das engrenagens que produzem fake news em escala industrial. Depois, juntou-se ao golpista Aécio Neves, apontado como semeador do festival de caos político que assola o País (royalties para o genial Stanislaw Ponte Preta, por favor). Agora, como que tentando cerrar as poucas portas que mantém abertas com intelectuais e os meios acadêmicos, abraçou-se ao ex-reitor da Universidade Federal do Ceará, Cândido Albuquerque, cuja gestão na UFC não obteve reconhecimento público nem causa suspiros de saudades na instituição.
Três em um
Cândido diz que é candidato a senador pelo PSDB. Há, entre analistas da política local, quem avalie que a aparição dele na cena do extremismo tem três possibilidades: 1) Ser moeda de troca nas negociações de espaços entre tucanos e bolsonaristas; 2) Ser opção de suplência; 3) Criar dificuldades para oferecer facilidades aos aliados.
Fosco
Seja como for, vale lembrar que o piauiense Albuquerque tem passado eleitoral sem brilho. Foi, na gestão de Jair Bolsonaro, o terceiro nome mais votado para reitor pela comunidade universitária da UFC em 2019. Teve ralas 610 indicações. Ficou atrás de Custódio Almeida (7.772 votos) e Antônio Souza Filho (com 3.499 votos e substituído na lista tríplice por Maria Elias Soares).
Mais do mesmo
Bolsonaro escolheu justamente quem agregou menos apoio de professores, estudantes e servidores. Mas fez o que a lei autorizava, reconheça-se. Estava fundamentado em imposição estabelecida na ditadura militar. E preferiu, assim, ignorar olimpicamente a Democracia.
Tigre

A Comissão Sinduscon Jovem, do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará, receberá para almoço na próxima quinta-feira o ex-senador e empresário Tasso Jereissati. Ele vai falar sobre o tema “Construindo Conexões”. Tasso e aliados, como Ciro Gomes, vêm tentando nos últimos dias, por fina força, construir conexão com a turma do presidiário e golpista Jair Bolsonaro.
Questão de justiça
Justa será a Justiça Federal se podar os galhos das árvores que mantém na calçada da sede em Fortaleza, na Rua João Carvalho, 485 – no coração da Aldeota. O folharal está se derramando sobre o leito da rua e até impedindo a visualização de um semáforo. Pessoas e carros ficam impedidos de passar por ali e florescem riscos de acidentes. O julgamento da comunidade será muito favorável à boa atitude. Será um sinal verde.
Vai lá, Reginauro!
A Assembleia celebra sexta-feira 11 anos da Lei de Promoções da PM e do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará. O avanço foi obra do governo de Camilo Santana – talvez por isso o deputado Reginauro Souza, que é bombeiro e devota oposição e críticas a qualquer coisa feita por Camilo, não tenha sequer assinado o requerimento de realização da sessão. Mas fica o aviso: a solenidade, proposta pelo deputado Almir Bié, será das 9 às 10h.


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