Sabe aquela frase – quase um axioma – que determina que “chapéu de otário é marreta”? E o outro que ensina que “todo dia sai na rua um otário e um esperto. Se eles se encontram, sai negócio”?
Pois um universitário da Índia levou ambas as observações ao status de verdade. Alçou-as a análises bem fundamentadas e séria. O rapaz, mal-saído da adolescência, criou com inteligência artificial uma personagem jovem, conservadora, norte-americana, loura e escultural, “bela, recatada e do lar” e a colocou para para tirar dinheiro de seguidores de Donald Trump. Para tomar o dinheiro de patetas, melhor definindo.
O sujeito provou o quanto pode ser idiota um ser humano que apoia um sujeito autoritário, velho e mimado que se acha poderoso como Jesus Cristo. Não se espante se aqui pelo Brasil alguém tenha deixado uns caraminguás com o indiano espertalhão.
Confira abaixo:
Da revista Veja:
Um estudante de medicina de 22 anos, do norte da Índia, conseguiu transformar poucos minutos diários em uma fonte consistente de renda — e, ao mesmo tempo, escancarou uma fragilidade inquietante das redes sociais. Identificado apenas como Sam, o jovem afirmou ser o criador de Emily Hart, uma influenciadora conservadora gerada por inteligência artificial que acumulou seguidores e engajamento com discursos alinhados ao movimento pró-Donald Trump.
Segundo relato à revista Wired, a personagem foi criada inicialmente como uma forma de ganhar dinheiro extra durante a faculdade. A estratégia, no entanto, rapidamente ganhou escala. Publicando conteúdos sobre temas sensíveis como imigração e aborto , Emily Hart passou a atrair um público fiel — e altamente engajado. “Era fácil”, disse estudante, em tom controverso, ao descrever a receptividade da audiência.

(…)
A operação foi desenhada com ajuda da própria inteligência artificial. Sam contou que recorreu ao Gemini, sistema do Google, em busca de orientação sobre como tornar a personagem mais atraente e lucrativa. A resposta foi direta: em vez de criar apenas uma “modelo genérica”, ele deveria apostar em um nicho específico — o conservador. A justificativa, segundo o relato, era pragmática: um público mais fiel e com maior poder de consumo.
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