Do jornalista João Filho, no site The Intercept:
Na semana passada, a jornalista Andréia Sadi relatou ter conversado com um “aliado próximo de Bolsonaro que mora nos EUA”, alguém que “faz uma espécie de tabelinha com Eduardo Bolsonaro”. Faz parte do ofício de jornalista entrevistar criminosos. Mas, quando se entrevista um criminoso foragido é preciso que ele seja apresentado ao público como um criminoso foragido.

Estamos falando de um golpista que foi condenado por ter participado da tentativa de um golpe de estado e que tem trabalhado intensamente para que o governo americano sancione o Brasil. Que apreço pela democracia tem o jornalismo que apresenta esse sujeito apenas como um “aliado do Bolsonaro que mora nos EUA”?
Como se já não bastasse o golpismo, o sujeito chegou a ser preso nos EUA por envolvimento em um esquema de propinas e vira-e-mexe é investigado por fraudes.
Escrevi sobre isso no Twitter e, para minha surpresa, o herdeiro do golpismo apareceu dando um ataque de pelancas. Com aquele espírito adolescente próprio do machinho bolsonarista de meia-idade, me chamou de “irrelevante” e disse que eu não faço nada além de “cheirar pó e queimar rosca”. De fato, eu sou irrelevante, mas quero distância da relevância de um golpista foragido da justiça.


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