Por Roberto Maciel, jornalista:
Não li nem ouvi análise nenhuma sobre o que vou escrever abaixo – ou seja, aviso logo aos leitores, sem querer depreciar minhas considerações humildes e leigas, que estou tratando apenas de impressões que tive, talvez unicamente fruto de vozes na minha cabeça.
Donald Trump se reuniu por mais de três horas com o presidente Lula no começo deste mês. Foi em Washington, quinta-feira, dia 7.

Trataram-se ali de temas relevantes para os dois países. Trump buscava na ocasião uma agenda positiva – diante do desgaste provocado pela mal-planejada e mal-executada guerra contra o Irã, na qual os revezes têm sido sucessivos, é natural que o presidente dos EUA assim agisse. Lula, antevendo uma campanha eleitoral difícil contra a odiosa e hidrofóbica extrema-direita, certamente não ia muito além da tal positividade caçada pelo norte-americano.
Nesta semana, os irmãos bolsonaros – Flávio e Eduardo -, tentando um golpe e uma revanche contra Lula, foram também aos EUA. Teriam passado menos de 10 minutos na Casa Branca e ouvido de Donald Trump elogios ao petista. Saíram de lá com uma foto que, acusam os antipáticos ao radicalismo que representam, é um arranjo fake, uma colagem digital de imagens, m falseamento fuleiro do desprezo que experimentaram.
Trump não distribuiu registro nenhum, assim como não emitiu nota nenhuma nas redes sociais dele ou governo.
Mas logo em seguida a eminência parda de Trump, o filho de cubanos Marco Rubio (abaixo), secretário de Estado, agiu contra a soberania brasileira e, contrariando a posição política que o Planalto tem, designou como “terroristas” os grupos criminosos PCC e CV. Assim, abriu espaço até para operações militares dos EUA em território brasileiro.
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Fiquei me perguntando:
1. Rubio confrontou Trump, adotando uma decisão que o chefe em tese não admitia, agradando dessa forma os alucinados direitistas brasileiros e acenando para eles com uma “intervenção eleitoral velada”? Teria dado um golpe em Trump e o convertido num fantoche?;
2. Trump mandou Rubio assumir como se dele fosse uma determinação presidencial, tentando não contrariar Lula nem frustrar milicianos?;
3. Trump está sendo ignorado, desautorizado e desmoralizado pelo subordinado?;
4. Os EUA vão agir contra o PCC e o CV no próprio território norte-americano, caçando criminosos brasileiros que têm lá vasto patrimônio, entre dinheiro, joias, imóveis e veículos?;
5. Donald Trump vai cortar na própria carne e impedir que drogas cheguem, por exemplo, aos cassinos, de onde provém parte da riqueza que acumula?
6. Vai atuar contra traficantes que operam nos EUA, impondo rigor aos que lá recebem drogas de outros países?
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Como expliquei, há a possibilidade de serem apenas vozes da minha cabeça. Não sou especialista em assuntos geopolíticos, de segurança internacional, de combate ao crime e a grupos criminosos.
Não entendo patavinas de diplomacia nem de relações ou negócios internacionais.
Entendo que a decisão anunciada por Marco Rubio possa ter repercussão junto aos bolsonaristas, que devem viver momentos de orfanato político, econômico e religioso com o enjaulamento de ex-presidente Jair Bolsonaro, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e do pastor Fabiano Zettel, mas não consigo enxergar ainda a extensão disso.
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Quem souber ou tiver algum indício me avise, por fineza.


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