- Firmar acordos é fundamental para a política. Assegura objetividades inquestionáveis, como o alcance de eleitores e tempo em propaganda eleitoral e, mais à frente, a tão perseguida “governabilidade”. E alcança também elementos subjetivos. Entre esses, está o refino das afinidades ideológicas, das aproximações conceituais etc etc e tal. Isso posto, e antes mesmo de a campanha eleitoral dar oficialmente a largada, apresenta-se diante de candidatos bolsonaristas o desafio de analisar publicamente o ato do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de exigir dos Estados Unidos decisão que pode prejudicar brutalmente a segurança e a economia brasileiras. Ao cobrar dos EUA que considere os grupos criminosos Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como “terroristas”, o filho do presidiário Jair Bolsonaro deixou o País numa situação delicada – inclusive submetido à violência de eventuais sanções contra o mercado financeiro, o que afetará, se implementado, produção agrícola, exportações e importações, empregos, saúde e educação, entre outros pontos. O que dizem sobre isso os bolsonaristas, como Ciro Gomes (PSDB), que se submetem ideologicamente ao personagem central do golpe de 8 de janeiro? Nada. É assunto deles, claro, mas todos se encolhem e silenciam. Misturam oportunismo, medo e conveniência.
Fala sério!
Convertido à retórica “mundo-cão”, talvez por andar agora com o ex-deputado Capitão Wagner (UB), Ciro Gomes não dá um pio sobre a postura de Flávio Bolsonaro nos EUA. Também parece não ver as relações de Flávio e dos outros bolsonaros com gente como TH Joias e Rodrigo Bacellar, ex-deputados do Rio de Janeiro nutridos pelo Comando Vermelho – ambos foram devidamente cassados pela Justiça Eleitoral. Nem fala mais de milícias e milicianos.
“Teje preso!”
Foi Ciro Gomes quem engrossou a voz para um eleitor que fez, no lançamento da pré-campanha (na verdade, a antecipação irregular da campanha eleitoral), um gesto com as mãos em que, em tese, reproduzia as letras C (de Ciro) e V (de “vitória”). O bolsonarista, que havia determinado (!) a prisão do rapaz no comício, acabou pedindo desculpas pelo “vacilo”.
Amarelou?
Mas há quem defenda que Ciro havia sido avisado para não criar encrenca com facções, que não se metesse a valente diante de manifestações como o sinal de “CV” feito pelo fã. A ameaça de prisão foi entendida por aliados de palanque como “imprudente” e o tucano foi imediatamente aconselhado a recuar.
Segurança é direito
A Assembleia Legislativa do Ceará leva hoje ao Cariri a IV Oficina de Planejamento e Integração do Pacto Contra o Feminicídio. A atividade será realizada no Crato, para representantes de instituições públicas, organizações sociais e parceiros no enfrentamento à violência contra a mulher. A realização é do Centro de Estudos e Atividades Estratégicas da Alece.
Bateu, levou
O deputado neotucano Cláudio Pinho, dono de cartório, carimbou e reconheceu firma de um estilo de crítica. E tem se especializado em atacar o Governo do Ceará em educação e saúde. Na semana passada, ocupou a tribuna da Alece em novo round. A resposta não demorou dois dias: Elmano de Freitas instalou em Barbalha equipamento para diagnóstico de vários tipos de câncer e acompanhou a assinatura de ordem de serviço no campus da Universidade Federal do Cariri.
Pois é
Frase de Lula (PT). Quem concorda com ele, e até mesmo quem discorda, deve reconhecer como real e perigoso o foco da crítica: “Coisa da cultura os ignorantes não gostam: a cultura ensina, a cultura abre a cabeça, abre horizontes e faz a gente enxergar mais longe o que antes não era visível para nós”.
Bilhete na mão
O deputado Guilherme Bismarck (PSB, na foto acima) tem instigado a Assembleia Legislativa a embarcar numa causa importante: a da segurança e dos direitos de usuários de ônibus intermunicipais. O deputado vem destacando medidas da Agência Reguladora do Estado (Arce) que ampliam o transporte no Litoral Leste e no Vale do Jaguaribe.
“Cão Benedito”
O foco de Guilherme tem sido os serviços da empresa São Benedito, segundo ele abaixo de críticos: “as pessoas estavam sendo transportadas de forma precária; os ônibus sucateados, colocando a vida da população em risco”. A Arce retirou a exclusividade da São Benedito abriu a operação para novas empresas. Mesmo com o alívio, Guilherme Bismarck avisa: “Vamos continuar fiscalizando”.



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