O Governo Federal vai distribuir R$ 13,4 bilhões dos lucros do FGTS aos trabalhadores. A medida vai refletir na economia nacional e também nos recursos de famílias brasileiras. O planejador financeiro Ivan Vianna afirma que “a distribuição dos lucros do FGTS representa uma notícia positiva para cerca de 138 milhões de trabalhadores brasileiros”.
Ele acrescenta que, “na prática, quem tinha saldo na conta em 31 de dezembro de 2025 receberá crédito proporcional, equivalente a aproximadamente 1,87% sobre o valor existente na época. Com isso, a rentabilidade total das contas do FGTS em 2025 alcança cerca de 6,9%, superando a inflação oficial do período, medida pelo IPCA, que foi de 4,26%”.
Essa já é a segunda vez consecutiva que o fundo entrega ganho real aos trabalhadores.
Vianna adianta que “o mais importante não é apenas o valor recebido, mas a forma como ele será utilizado. Mesmo que, para muitas pessoas, o crédito seja relativamente pequeno, ele pode servir para fortalecer a reserva de emergência, quitar dívidas com juros elevados ou dar início a um planejamento financeiro mais estruturado”.
O planejador lembra que “a construção de patrimônio não depende apenas do tamanho dos recursos que chegam, mas das decisões tomadas quando eles aparecem. O FGTS foi criado para proteger o trabalhador e esse rendimento adicional pode ser mais um passo na construção de segurança financeira de longo prazo, em vez de ser encarado apenas como um dinheiro extra para consumo imediato”.
Henrique Soares também, também planejador no mercado financeiro, destaca a destinação dos valores aos trabalhadores:
“A distribuição de aproximadamente R$ 13,4 bilhões dos lucros do FGTS beneficia cerca de 138 milhões de trabalhadores e corresponde a 89% do resultado positivo obtido pelo fundo em 2025”, diz ele. Esse repasse faz com que a rentabilidade total das contas alcance aproximadamente 6,9% no ano, percentual superior à inflação oficial, “o que representa ganho real para os trabalhadores e reforça a importância do FGTS como instrumento de proteção patrimonial”.
Henrique destaca que também é importante lembrar que esse crédito não altera as regras de saque do fundo. “O valor continua incorporado ao saldo do FGTS e será especialmente útil para quem utilizar os recursos em situações previstas na legislação, como a compra da casa própria ou uma demissão sem justa causa. Para quem está planejando financiar um imóvel, por exemplo, esse acréscimo pode representar uma ajuda importante na entrada, nos custos com documentação ou até em despesas de reforma. É um reforço patrimonial que pode fazer diferença justamente nos momentos em que o trabalhador mais precisa”, afirma.


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