- Alternância de poder é um dos elementos importantes das estruturas democráticas. É importante mas não é obrigatório. Trata-se do fundamento com o qual se garante que representações distintas de pensamentos distintos possam ocupar os postos de governo e parlamentares sem que sejam incomodados por golpes e outras mazelas extremistas. É algo até simples de se entender. Não é a alternância que deve orientar o eleitor (“Ah, vou votar nesse porque o outro já está aí faz muito tempo…”, diriam inocentes ou ingênuos resignados), mas a consciência de que um caminho é melhor e mais seguro do que os demais apresentados. Tenta-se, no entanto, induzir a sociedade a uma (má) compreensão maquiada com cores intelectualmente desonestas. Começou-se isso em 2010. Naquele ano, o tucano Aécio Neves (MG) esbravejava contra os adversários. Dizia que deveria ser o próximo presidente da República porque a “alternância de poder” deveria prevalecer. Agora, o governador do Rio Grande do Sul vem com a mesma lenga-lenga. Eduardo Braga também é do PSDB, não por acaso. O fato é que quem decide é o povo, não quem está encastelado em algum gabinete fresco ar-condicionado. Se não for assim, estaremos admitindo novos 8 de janeiro.
Não precisa desenhar
A Constituição do País não se refere explicitamente ao termo “alternância”. No entanto, assegura os princípios dessa base por meio de eleições periódicas, pluripartidarismo e liberdade de oposição – tudo o que foi negado aos brasileiros, por exemplo, no golpe militar de 1964. Isso é a História que diz.
O mundo gira
Em tempos idos, petistas atacavam com vigor a instituição da possibilidade de dois mandatos, com a reeleição ambicionada (e conseguida) por Fernando Henrique Cardoso. Diziam que isso ameaçava a alternância de poder. Hoje, são os tucanos que se eriçam quando se fala de Lula tentar, em 2026, sentar por mais quatro anos na cadeira principal do Planalto.
Base
A rigor, alternância de poder alicerça a Democracia. Evita a concentração e a perpetuação de mando – ou seja, é um antídoto contra golpistas. Deliberações do Poder Judiciário e análises em casas parlamentares robustecem essa compreensão. Nos meios político e jurídico também se destacam estudos abrangidos pelo que se chama de “Pedagogia da Alternância”.
No roteiro

O vereador petista Vicente de Paulo Pinto da Costa (foto), mais conhecido como “Dr. Vicente”, quer que a Prefeitura de Fortaleza inclua a Paróquia Nossa Senhora da Glória no guia oficial e no roteiro turístico e cultural do Munícipio. O templo católico fica na Avenida Oliveira Paiva, no bairro Jardim das Oliveiras (ou “Cidade dos Funcionários”).
Tenha fé
Dr. Vicente cita “expressivas relevâncias histórica, cultural, social e religiosa para a comunidade local”, mas não diz quais. Trata-se apenas de projeto de indicação, para o qual o proponente tem de ter muita, muita fé para ver concretizado.
Mensagem
A Assembleia Legislativa lançou nova campanha institucional – a ação se inspira no positivo clima de mudanças do fim de 2025 e deste início de 2026. Os destaques são a ampliação e o fortalecimento de programas, serviços e iniciativas em educação, saúde, cidadania e desenvolvimento humano.
Tudo como dantes
A Casa do Cidadão da Assembleia Legislativa volta a funcionar segunda-feira no mesmo local (Anexo III da Alece, na Av. Pontes Vieira, 2300), das 8 às 14h (expediente de recesso). A rotina estava suspensa durante o ponto facultativo de fim de ano, mas será retomada na próxima semana.

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