- O Governo do Estado anunciou que vai construir mais quatro penitenciárias, somando 5 mil vagas às que existem no (caótico e congestionado) sistema carcerário do Ceará. Não é notícia à-toa. Primeiro, porque responde em alto volume às cobranças de parte da sociedade por mais estrutura no setor. Depois, porque acena com rigor extra a participantes de grupos criminosos. Por fim, porque, politicamente, dá um “calaboca” na oposição num tema repetidamente explorado – justamente em ano eleitoral. Segundo o anúncio, a ideia é implantar as novas unidades neste ano. Isso seria tempo recorde. A notícia gerou bafafás em redes sociais, sobretudo num já cansado argumento: “Seria melhor construir mais escolas do que mais presídios”. No mundo ideal, essa é, de fato, uma reclamação procedente. No entanto, o mundo real de movimenta diferentemente. É preciso, sim, ter um serviço prisional compatível com as necessidades sociais. Isso é obrigação estatal. O Palácio da Abolição não antecipou custos nem localizações. Também não informou quando o edital da concorrência será publicado.
Cara a cara com a segurança
No campo da Segurança, o município de Eusébio – coladinho em Fortaleza e que, por isso, compartilha problemas com a capital – lançou programa de videomonitoramento orçado em R$ 5 milhões. A ideia é instalar na cidade 130 câmeras e integrar o serviço ao sistema nacional da PRF. Importante: as câmeras terão tecnologia de reconhecimento facial.
A mágica do crime
Parece que foi por um passe de mágica, mas de uma hora para outra desapareceu das prateleiras retóricas da direita e da extrema-direita a narrativa da redução da maioridade penal. Aquilo que era peça de resistência da discurseira radical virou pó. Há uma explicação: o assassinado do cão Orelha, em Santa Catarina.
Não é para qualquer um
Os criminosos e psicopatas que torturaram Orelha e causaram a morte do bichinho são “de menor”. E todos pertencem a famílias ricas de Santa Catarina. São brancos e passeiam na Disney. Dá para entender que a defesa da redução da maioridade penal não é para todos?
“Fechecler”
Na Assembleia do Ceará, nomes do estilo “prendo e arrebento”, como Manuel Duca, Luiz Henrique, Lucílvio Girão e Fernando Hugo usaram e abusaram dessa retórica. Hoje, os cenários políticos – todos – calaram a boca diante desse tema.
Fazemos a diferença
Enquanto na “civilizada” e “ariana” Santa Catarina matam-se cachorros com torturas, no Ceará funciona o programa Giro Pet, que promove a saúde dos companheiros. O Giro Pet Ceará é iniciativa do Governo do Estado e realiza hoje ação na Praça da Cidade 2000, das 16h às 20h, ofertando serviços gratuitos para cães e gatos.
Boa notícia!
Sábado que vem, a Associação Cearense de Imprensa abre alas e pede passagem. E realizará festa de pré-carnaval na cobertura da sede da entidade, na Rua Floriano Peixoto, 735 – Centro de Fortaleza. Começa ao meio-dia.
Fazendo arte
Começam em 10 de fevereiro, já nas beiradas do Carnaval, as inscrições para o XI Edital das Artes de Fortaleza, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura. É um passo importantíssimo para as políticas culturais locais, que movem um mercado de trabalho potente e significativo, viabilizando também receitas públicas e compartilhamento de inteligência e saberes.
Treze

O edital contempla Artes Visuais, Fotografia, Audiovisual, Literatura, Música, Teatro, Dança, Circo, Cultura Tradicional Popular, Humor, Moda, Mídia Digital e Artesanato (foto). São 13 manifestações, ao todo. O processo de inscrição será realizado na Internet, na plataforma Mapa Cultural de Fortaleza. A soma dos investimentos é de R$ 4,155 milhões.


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