- O Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da primeira turma, decide hoje o destino do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação ao golpe de 8 de janeiro de 2023. Sem poder de pressão nas ruas e até abandonado pelo filho “Zero-Três”, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que fugiu para os Estados Unidos e deixou o pai em posição vexatória diante da Justiça, resta a Bolsonaro aguardar a definição dos ministros sobre a participação que teve na agressão ao País. O rol de delitos já foi apurado pela Polícia Federal e acatado pela Procuradoria-Geral da República. Cabe a Cristiano Zanin (presidente), Cármen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Flávio Dino deliberarem o rumo que o ex-presidente terá de tomar. E não há perspectivas boas para o réu. Primeiro, porque as provas contra ele são robustas. Depois, porque a folha-corrida de ameaças e ataques à Justiça é quilométrica. Por fim, porque a sobrevivência da Democracia e o respeito à moralidade e às leis assim exigem.
Não somos escravos – nem gado
E celebra-se nesta terça-feira a Data Magna do Ceará, o dia em que se libertaram os escravos no Estado, numa revolucionária e pioneira atitude que colocou o Brasil nos rumos da civilidade. O 25 de Março é, num tempo só, marco de uma decisão humana, democrática, política e econômica. O Ceará, terra da luz, mais uma vez na frente.
Nos trilhos da lei
E, para promover reflexões e posturas, a deputada Larissa Gaspar (PT) apresentou à Assembleia Legislativa projeto com o qual pretende combater o abjeto racismo no Ceará – ainda consequência do anos de escravidão, mas, sobretudo, fruto da política e da economia excludentes e elitistas. A Alece aprovou. Resta agora o governador Elmano de Freitas (PT) sancionar.
Para começar
Larissa quer que se criem e divulguem programas de valorização da população negra, que se atualizem periodicamente agentes do serviço público para combater o racismo, que haja representação proporcional dos grupos étnicos em campanhas e atividades de comunicação do Estado e que se desenvolvam ações voltadas à igualdade de oportunidades nas políticas culturais. O nome disso é respeito e há quem também chame de diversidade.
Milionário refúgio
O grupo carioca Fundo de Quintal terminou domingo turnê nos Estados Unidos. Os sambistas já cuidaram de avisar: a inclusão da música “Doce Refúgio” no repertório não foi homenagem ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP, licenciado), que inventou uma desculpa esfarrapada, se mandou para os EUA e inaugurou com a família um “exílio” milionário e repleto de mordomias proporcionadas por muita grana.
Planejamento
A Cagece precisou fazer um esquema especial de funcionamento para esta semana. Em Juazeiro do Norte, por causa do feriado dedicado ao Padre Cícero, entrou em regime de plantão ontem. Hoje, e no Estado inteiro, devido à Data Magna, esticou o regime especial de funcionamento. Tudo volta a fluir amanhã.
Navegando
De olho nas idas e vindas da economia, o Sebrae já está orientando pequenos empreendedores sobre como reagir à alta de juros e como proteger os negócios. Reduzir a dependência de empréstimos bancários é um dos primeiros passos a dar. Buscar novas e criativas formas de financiamento também é alternativa viável.
Apostando no pior
A vereadora bolsomínia Priscila Costa (PL) quer que a Prefeitura de Fortaleza crie uma “rede de apoio” a viciados em apostas eletrônicas. Faz sentido, mas Priscila não cita no projeto, em que está colocando todas as fichas, nenhuma iniciativa para prevenir a dependência do jogo.
Pra o que der e vier
A Coluna do Roberto Maciel é publicada às terças e quintas-feiras e aos sábados no jornal Opinião (www.opiniaoce.com.br) e no portal InvestNordeste (www.portalinvestne.com.br). Textos anteriores estão disponíveis no site https://bit.ly/3q4AETZ.