– Quando admitiu que “pintou um clima” dele com crianças venezuelanas, Jair Bolsonaro foi tachado de “velho tarado” por adversários. Isso, de fato, não é episódio em que adulto mentalmente saudável possa ou deva se meter. É atentatório à juventude, à lei e à moral. É crime. Mas há um outro aspecto desse personagem que merece atenção: mesmo encarcerado, condenado a 27 anos e três meses de isolamento da sociedade, que tara seria capaz de mover um homem para por em situações vexatórias quatro filhos que tem – obrigando-os a perder autorrespeito e a se exporem vergonhosamente perante a opinião pública? Um foi forçado, aos 17 anos, a concorrer contra a mãe numa eleição para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Outro fugiu do País, age contra a pátria e é definido como traidor. O mais novo foi exilado numa cidade de Santa Catarina, na qual cumpre mandato de vereador. O mais velho foi lançado como candidato a presidente da República – vai, inapelavelmente, ser lembrado por crimes de lavagem de dinheiro e rachadinha e por relações muito próximas com milicianos como Fabrício Queiroz e Adriano da Nóbrega. Sinceramente, Jair Bolsonaro parece (também) estar preso a uma deformação de caráter em que preservar os filhos é a menor preocupação.
A sociedade foi sequestrada e é refém?
Demorou menos de 72 horas a aventura de Flávio Bolsonaro como candidato a presidente. O próprio senador tratou de descredenciar e avacalhar a ofensiva, avisando que tem “um preço” para de manter na raia: a soltura do pai e a possibilidade de ele concorrer ao Planalto em 2026. De outro jeito não tem jeito. Mas com que olhares o eleitor vai encarar essa presepada? Vai levar a sério mais esse achincalhe? O achaque será esquecido? Vai ser comparado à chantagem traiçoeira de Eduardo Bolsonaro, que tentou demolir a economia do País numa articulação de quinta-coluna com Donald Trump? O cidadão vai pagar o preço que Flávio exige?
Outros tempos
Em 2019, quando pensou em nomear o filho Eduardo Bolsonaro embaixador nos Estados Unidos, Jair disse assim: “Pretendo beneficiar um filho meu, sim. Se eu puder dar um filé mignon para o meu filho, eu dou, sim”. Não nomeou, como se sabe. Para piorar, mandou o rapaz com família e tudo aos Estados Unidos para, abertamente, tentar destruir a economia do Brasil.
De um polo a outro
Mais uma frase marcante e ameaçadora de Bolsonaro – essa foi em 2020: “Não vou esperar f*der a minha família toda, de sacanagem, ou amigos ‘meu’, porque não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira”.
Clarice para o mundo

A professora universitária, pesquisadora e escritora Antônia Sales lança hoje o livro “Clarice Lispector (foto) na Língua Inglesa – Uma História Contada pela Tradução”. O lançamento será no Auditório José Albano, no Curso de Letras da Universidade Federal do Ceará, às 18 horas.
No centro da sala, diante da mesa
A Federação das Indústrias do Estado realizará na próxima sexta-feira o tradicional Almoço com o Governador, no qual receberá a Imprensa e representantes de outros setores. O encontro com Elmano de Freitas está marcado para começar às 12h30min.
Para o bem da cultura
Um fenômeno literário na Europa se define como “Lispectormania”. Há, bem dizer, duas décadas, Clarice – cujo nome de batismo era Chaya Pinkhasivna Lispector – e a obra espetacular que escreveu atraem atenções e estudos acadêmicos profundos. O livro de Antônia Sales aponta nessa direção. Completam-se hoje 48 anos da morte da escritora; amanhã fará 105 anos do nascimento.
Em pleno voo

Os 30 anos de funcionamento da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas, da Secretaria da Segurança do Ceará, foram homenageados pela Assembleia Legislativa. A Ciopaer cuida das operações aéreas policiais, inclusive resgates. O serviço que presta há três décadas tem se mostrado essencial para a sociedade.

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