Ciadi, da Alece, abre atividades de 2026 com ações de acolhimento para crianças e adolescentes

O Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil (Ciadi), serviço da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) retomou os atendimentos de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e síndrome de Down. Nesta semana, as atividades têm programação especial de acolhimento, que inclui oficinas lúdicas, pilates infantil e outras ações terapêuticas.

A neuropsicopedagoga Maria Luísa Melo, orientadora da Célula de Atendimento em TEA do Ciadi, diz que as atividades de retorno foram idealizadas para acolher as crianças de forma leve e divertida após o período de férias. “Iniciamos com uma acolhida e, em seguida, as crianças são divididas em oficinas, como caça ao tesouro, massinha, bolhas de sabão, recorte, pintura e outras dinâmicas”, explicou.

Maria Luísa destacou ainda que, nesta semana, a acolhida foi organizada em três turmas: pela manhã, a partir das 8h; à tarde, às 13h30; e à noite, a partir das 17h30. “Todas as turmas participam da acolhida e das oficinas, para tornar esse momento agradável e especial para as crianças”, ressaltou.

Maria Luísa Melo, orientadora da Célula de Atendimento em TEA do Ciadi – Foto: Máximo Moura

O musicoterapeuta do Ciadi, Rodrigo Félix, salientou que o período de retorno conta com atividades voltadas à finalidade terapêutica. “Todas as ações desenvolvidas, inclusive os momentos de música na recepção, têm como objetivo preparar as crianças e os profissionais para a retomada das intervenções especializadas”, afirmou.

Rodrigo Félix ressaltou ainda que a musicoterapia é uma área da saúde que utiliza a música como recurso terapêutico, com foco no desenvolvimento emocional, cognitivo, social e comunicacional. “A musicoterapia emprega estímulos musicais de forma clínica, atuando diretamente em áreas do cérebro afetadas por diferentes condições. Por isso, é fundamental nesse momento de retomada, contribuindo para a regulação do comportamento, o estímulo da comunicação e o fortalecimento das habilidades sociais, por meio de técnicas específicas”, frisou.

Jamilla Barreto, mãe de Lucca, de oito anos, criança atendida pelo Ciadi, destacou que o diferencial do serviço está no cuidado que vai além da criança, alcançando também cuidadores e familiares. Segundo ela, o acolhimento oferecido pela equipe faz com que o filho se sinta motivado a participar das atividades.

“O Lucca ama vir para os atendimentos. Ele cresce com as terapias e sempre somos acolhidos de forma única. Os profissionais não trabalham apenas com a criança, mas também com mães, pais e familiares. Há um cuidado constante em saber como está a rotina em casa e na escola, acompanhando o dia a dia de cada família e fortalecendo a rede de apoio”, relatou.

Jamilla Barreto, mãe de Lucca, destaca o cuidado oferecido pelo Ciadi – Foto: Máximo Moura

CIADI

Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil da Alece foi criado em 2021 para oferecer acompanhamento para crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) e crianças com trissomia do 21 (T21), a síndrome de Down.

Além de atuar com uma equipe composta por profissionais de diversas áreas, como serviço social, enfermagem, psiquiatria infantil, pediatria, neuropediatria, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicopedagogia, psicologia e demais serviços, o Ciadi também desenvolve ações de sensibilização da sociedade sobre TEA e T21, capacitações para profissionais e intercâmbios com órgãos públicos e instituições privadas para multiplicar práticas exitosas de inclusão.

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