Do portal de notícias Metrópoles:
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se manifestou nas redes sociais neste sábado (3/1), após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelo governo dos Estados Unidos, e aproveitou o episódio para ameaçar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros integrantes do Foro de São Paulo.
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Eduardo Bolsonaro foi cassado no mês passado por não respeitar o mandato conferido pelos paulistas na Câmara dos Deputados – abandonou o trabalho e foi conspirar contra a pátria nos Estados Unidos. O número de faltas às sessões determinou o afastamento.
Hoje, é processado no Supremo Tribunal Federal por tentativa de obstruir ação legal da Justiça. Se voltar ao País poderá ser preso.
Está para ser demitido da Polícia Federal por também não comparecer ao emprego.
É, além de conspirador contra a nação, fracassado e frustrado em vários sentidos.
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Voltando ao Metrópoles:
Em postagem no Twitter, Eduardo Bolsonaro afirmou: “O regime venezuelano é o pilar financeiro, logístico e simbólico do Foro de São Paulo. Com a captura de Maduro vivo, agora Lula, Petro e os demais do Foro de São Paulo terão dias terríveis, anotem. Viva a liberdade!”
O Foro de São Paulo é uma articulação política que reúne partidos e movimentos de esquerda da América Latina e do Caribe, e tem sido frequentemente citado por políticos de direita brasileiros como alvo de críticas.
Captura de Maduro
O episódio ocorre no contexto de uma intensa ofensiva militar norte-americana na Venezuela. Segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, forças norte-americanas realizaram um ataque em larga escala contra Caracas, resultando na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores, na madrugada deste sábado.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, declarou que o líder chavista “em breve enfrentará toda a fúria da justiça americana em solo e tribunais dos EUA”, após sua captura na Venezuela.
Em publicação nas redes sociais, Bondi mencionou as acusações contra o presidente venezuelano, que incluem “Conspiração para o Narcoterrorismo, Conspiração para Importação de Cocaína, Posse de Metralhadoras e Dispositivos Destrutivos e Conspiração para Possuir Metralhadoras e Dispositivos Destrutivos contra os Estados Unidos”.
ONU
O governo da Venezuela solicitou ainda uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em resposta ao ataque militar norte-americano.
A solicitação foi formalizada pelo ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil Pinto, em carta enviada ao presidente do Conselho de Segurança, Abukar Dahir Osman. Segundo a carta, compartilhada pelo próprio Gil Pinto no Telegram, a ofensiva norte-americana foi “um conjunto de ataques armados brutais, injustificados e unilaterais”, que atingiu tanto localidades civis quanto militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

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