O governador Elmano de Freitas (PT) e o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Romeu Aldigueri (PSB) se pronunciaram hoje (3.12) sobre o ataque cometido pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Ambos publicaram textos na plataforma Instagram. As manifestações têm sentidos muito próximos: a Democracia, o respeito e a autonomia das nações.
Os textos também têm uma referência bem relevante – o posicionamento do presidente Lula, que destacou o quanto importa uma mobilização internacional para prevenir medidas como a de Donald Trump, que ferem de morte a Democracia.
Elmano escreveu: “O ataque contra a Venezuela é grave e representa precedente extremamente perigoso. Ataques a nações violam as regras do direito internacional e contribuem para o surgimento de novas guerras, que só trazem mortes, sofrimento e destruição. Que a ONU encontre o melhor caminho para responder e mediar essa situação em solo venezuelano. O diálogo e a paz devem prevalecer, sempre!”
Romeu se alongou mais: “Maduro é um ditador. E todo ditador é um criminoso. Trump é um autoritário. E todo autoritário não merece meu respeito”.
O presidente da Alece completou: “Ambos não pensam no povo venezuelano, ao qual destino minhas preocupações e minha solidariedade. Preocupo-me também com a América Latina, que também é vítima nesse caso. Nada garante que Trump vai parar por aí. Da mesma forma que invadiu um país pelo petróleo, pode invadir outro pelas riquezas amazônicas. Não temos o que comemorar. A diplomacia perdeu. O direito internacional perdeu. A Organização das Nações Unidas perdeu. Que o Brasil exerça sua liderança para fazer com que a diplomacia e a democracia prevaleçam!”
É óbvio que as palavras de Elmano de Freitas e de Romeu não chegarão aos fóruns internacionais. Nem foram organizadas para tanto. O objetivo do governador e do presidente da Assembleia tem mais a ver com reforçar as noções democráticas no campo local – e isso tem se mostrado muito necessário. Questionar ações ditatoriais é fundamental, aqui, ali, alhures.
Ambos acertaram em não calar.
Ninguém da direita ou extrema-direita no Ceará se pronunciou.


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