O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falou sobre a proposta do governo Lula de isentar do pagamento do Imposto de Renda (IR) os trabalhadores e trabalhadoras que ganham até R$ 5 mil mensais. Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, Haddad explicou que a medida será compensada pela taxação de pessoas que hoje não pagam imposto, os chamados super-ricos, que possuem rendimentos acima de R$ 1 milhão por ano.
“A proposta foi muito bem recebida porque quem vai pagar essa conta é quem hoje não paga Imposto de Renda. Estamos corrigindo uma injustiça tributária que há muito tempo beneficia os mais ricos”, afirmou o ministro. Segundo ele, a alíquota para os mais ricos será de 10%, mas só incidirá sobre aqueles que atualmente não recolhem nada ao Fisco.
Haddad ressaltou que a correção da tabela do Imposto de Renda é uma demanda antiga da sociedade brasileira e que o governo bolsonarista prometeu, mas não cumpriu. “O Bolsonaro ficou quatro anos sem atualizar a tabela do IR e ninguém fez um editorial contra. Agora que o presidente Lula está corrigindo essa injustiça, começam as críticas e falam em populismo”, disse o ministro.
“Essa proposta não tem nenhum centavo de aumento de imposto, não se aumenta o imposto de ninguém. (…) Um bombeiro, uma professora, uma enfermeira. Ela vai ganhar quase um décimo quarto salário. Ela vai poupar por ano quase um salário mensal. Imagina o quanto isso vai mudar a vida de quem ganha até 5 mil”, explicou Haddad.
Benefícios diretos
A nova faixa de isenção, segundo Haddad, trará benefícios diretos aos trabalhadores e trabalhadoras de renda mais baixa, garantindo um alívio financeiro significativo.
“Uma professora, um enfermeiro, um bombeiro vão poupar o equivalente a quase um 14º salário por ano. Isso melhora a vida de milhões de brasileiros”, enfatizou.
Além disso, o ministro reforçou que a medida não implicará em perdas para estados e municípios, já que haverá compensação por meio da taxação dos super-ricos.
Ele também criticou setores da oposição que, mesmo após quatro anos sem corrigir a tabela do IR, agora se mostram contrários à proposta.