Por Roberto Maciel, jornalista:
A pergunta no título acima mistura bom humor, ironia, desprezo e, não descarte nunca, realidade. Foi o presidente Lula quem a fez, respondendo a repórter que o questionou sobre xingamentos do presidente argentino Javier Milei. Subalterno de Donald Trump e alinhado ideologicamente com Flávio Bolsonaro, Milei veio ao Brasil participar de convenção do PL. Não fez discurso político, mas balbuciou conversa de botequim. E chamou Lula de “ladrão” e “presidiário”, atacando também o ministro do STF Alexandre de Moraes, a que ofendeu como “lixo careca”.
Chegou não como a autoridade que é, ou deveria ser, mas como molequinho de recados patrocinado para implicar com gente grande. Dizia querer visitar Jair Bolsonaro (era esse o condenado alvo da simpatia do argentino, não Fernandinho Beira-Mar ou Marcola), mas terminou frustrado pela Justiça.
Lula e Xandão devem se preocupar? Nem de longe. Quem os agrediu, afinal, foi justamente o “líder” que usa fraldas geriátricas porque recorrentemente faz cocô nas calças. Foi o presidente que deve o fundo das calças (sujas, sim) ao Fundo Monetário Internacional (FMI), como descreve hoje (28.7) o jornal Pagina 12, de Buenos Aires: “A inadimplência no sistema financeiro argentino atingiu quase 13%, muito acima dos 2,4% registrados em novembro de 2024, evidenciando a deterioração das condições de consumo e investimento”.
Mais: quem agrediu Lula e Alexandre de Moraes é o presidente de um país que tem o Brasil como principal parceiro comercial na América Latina, que depende fragilmente da indústria brasileira – creia, porque isso não é brincadeira – até para fabricar as fraldas que Milei borra.
Mas é necessário observar que pode haver uma conexão, nada saudável, entre os conteúdos das fraldas e do crânio de Javier Milei.
Isso explicaria tudo.


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