O livro “Belchior: a construção de um mito na literatura de cordel”, do jornalista e pesquisador Alberto Perdigão, será lançado quarta-feira (9.9) em São Paulo, às 13 horas, no Espaço Cordel e Repente. A tarde de autógrafos terá roda de conversa com o autor, que desvenda na obra o que há de mais picante na vida, poética e morte do cantor e compositor Antônio Carlos Belchior.
Belchior, nascido em Sobral, no Ceará, em 1946, completaria 80 anos no dia 26 de outubro. O artista revelado ao país no início dos anos 1970 foi consagrado como um grande compositor da música popular brasileira e, ainda hoje, é lembrado por três gerações de fãs como poeta e filósofo. Ele morreu em 2017, aos 70 anos, em Santa Cruz do Sul (RS), onde vivia isolado da família, amigos e fãs.
O lançamento com roda de conversa com Alberto Perdigão é aberto ao público. O livro Belchior custa R$ 80,00.
Cordel e repente
O Espaço Cordel e Repente é organizado em área externa de 255 m² pela Editora Imeph. Já é tradição na Bienal Internacional do Livro. O ambiente reúne grandes poetas, editores e pesquisadores da literatura de cordel e da cantoria, especialmente do Nordeste. Além da venda de livros e de folhetos de cordel, oferece ao público apresentações de cordelistas e repentistas, shows musicais, debates, oficinas de xilogravura e contação de histórias.
O livro e o autor
“Belchior: a construção de um mito na literatura de cordel” (RDS, 304 páginas) é resultado de uma pesquisa sobre 28 biografias de Belchior – nove publicadas em livros e 19 em folhetos de cordel. De acordo com Perdigão, as duas formas de narrativa apresentam três níveis de diferença: aproximação, em relação à vida, afastamento, sobre a obra, e ruptura, quando tratam da morte. “Diferentemente dos livros, os folhetos eternizam Belchior, mandando-o para o Céu”, adianta o autor.
O autor, Alberto Perdigão, é jornalista, professor e autor independente com sete obras publicadas. Mestre em Políticas Públicas e Sociedade, desenvolve pesquisas sobre o folheto informativo da literatura de cordel e sobre as representações do cantor e compositor Belchior na literatura. Integra a Rede Folkcom de pesquisadores brasileiros da folkcomunicação e o Grupo de Estudo Cordelista Arievaldo Viana da Universidade Federal do Ceará. Perdigão é cearense e mora em Fortaleza.


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