A Lei Seca, que estabeleceu no Código de Trânsito Brasileiro a tolerância zero para a combinação de álcool e direção, completou 18 anos. Nesse período, a legislação tem desempenhado papel fundamental na mudança de comportamento dos condutores, fortalecendo a cultura de respeito às normas de trânsito e à preservação da vida.
Aliada ao fortalecimento da fiscalização e a outras iniciativas de segurança viária, a medida também contribuiu para a redução dos índices de mortalidade no trânsito. Em Fortaleza, o número de óbitos registrados em ruas e avenidas caiu 50% entre 2008 e 2026, refletindo os avanços alcançados na promoção de um trânsito mais seguro.
Somente entre janeiro e maio deste ano, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) realizou 347 operações de fiscalização, que resultaram em 32.528 abordagens. Ao todo, 31.125 condutores foram submetidos ao teste do etilômetro. No período, foram registradas 1.264 recusas ao teste e apenas três resultados positivos para a ingestão de álcool.
Considerado um dos principais fatores de risco para a ocorrência de sinistros e mortes no trânsito, o consumo de álcool compromete significativamente a capacidade de dirigir. Condutores que assumem o volante após beber apresentam redução da percepção, da coordenação motora e da concentração, aumentando o risco de acidentes. Além disso, essa prática frequentemente está associada a outros comportamentos perigosos, como exceder os limites de velocidade e deixar de utilizar o cinto de segurança.

Fique por dentro do mundo financeiro das notícias e opiniões que rolam no Ceará, Nordeste e Brasil.