- A Prefeitura anunciou nesta semana que o trânsito em Fortaleza teve redução de 7% nas mortes em acidentes. A diminuição cobre 2024 e 2025. As ocorrências com resultados fatais foram de 184 para 171, segundo a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania. Até aí, ok: louve-se nestes 300 anos de História a positividade de 13 mortes a menos. Mas é importante que se vejam também as condições em que os protagonistas do inventário de óbitos circulam nas ruas. A maioria dos mortos são motociclistas, conforme a AMC. Pode-se estimar, apesar de a apuração não indicar, que parte dessas pessoas é de trabalhadores. Dirigem, em geral, sob pressões de horários e demandas – uma tirania do serviço que exige rapidez, pontualidade e eficiência. E são jovens: têm de 18 a 39 anos de idade. Obter soluções, variando da educação à fiscalização, é o modo mais razoável e inteligente de se frear o problema. O que não se pode é permitir um morticínio grave de cidadãos. Ou se tranquilizar diante do eventual arrefecimento de números.
Obituário
Pedestres, colhidos em atropelamentos, estão na segunda posição da guerra no trânsito de Fortaleza, com 32% das mortes. E os ciclistas, há menos de 10 anos atendidos por um sistema cicloviário amplo, finalizam a contabilidade funesta com 6%.
Carteira na mão
A propósito, o Detran do Ceará agendou para hoje e amanhã (18 e 19.4) maratona de atendimentos de candidatos com inscrições aprovadas no programa CNH Popular. O trajeto do órgão inclui Capistrano, Aratuba, Mulungu, Guaramiranga, Jijoca de Jericoacoara, Cruz, Solonópole, Jaguaretama, Jaguaribara e Alto Santo.
Equilibrando
A demanda tem sido tão alta que está sendo contemplado o pessoal aprovado em 2025. O programa tem alcançado resultados tão positivos que, como se nota na relação de cidades que receberão equipes do órgão neste fim de semana, a cobertura alcança serra, litoral e sertão. O CNH Popular acelera como política de geração de emprego.
É difícil, mas é possível
Água sanitária, sapólio, areia grossa e muita palha de aço. Talvez seja essa a fórmula necessária para deixar nos trinques, como a sociedade precisa e quer, serviços importantes. Os que são prestados por advogados, por exemplo.
“Vítimas”
Veja só essa: o advogado Humberto Boulhosa (OAB-PA 7320, na foto abaixo) tem reclamado e denunciado que dois clientes dele estão sendo vítimas (você leu certo: “vítimas”!) de linchamentos virtuais. São dois jovens que o doutor aí representa: Antônio Coelho e Altemar Sarmento de Oliveira Filho (amos de 18 de idade).

“Diversão”
Os “meninos”, definidos como “vítimas”, são estudantes de Direito em Belém (PA) Ambos são ricos. A mãe de Altemar é a chefe do Detran do Pará. Foram presos, os dois, torturando com máquina de choques elétricos um morador de rua, conduta que tinham como diversão e a qual haviam repetido várias vezes. Na verdade, dois tarados que estavam à solta.
Ora, mas tá!
Aí vem o advogado deles jogar para a sociedade a culpa por um “linchamento virtual”. Na verdade, os dois criminosos são a representação tecnológica e avançada dos bandidos que mataram o cão Orelha, com chutes e pauladas, em Santa Catarina.
Só óleo de peroba não resolve

Imagine agora quando Antônio Coelho e Altemar Sarmento, rapazes de família, cristãos, livres e patriotas, estiverem graduados, com a carteirinha vermelha da OAB em mãos e o indefectível adesivo de “advogado” no para-brisa do carro…


Fique por dentro do mundo financeiro das notícias e opiniões que rolam no Ceará, Nordeste e Brasil.