- O horizonte pode ser largo e bem iluminado: projeta-se para o Ceará, a partir dos resultados de leilão de energias alternativas feito três meses atrás, a geração de 5 mil empregos diretos e indiretos e a capacidade de atrair R$ 10 bilhões em investimentos nacionais e internacionais. São números superlativos, como se nota, apontando para potenciais expressivos na economia do Estado – com reflexos para o País e para o Nordeste. O Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência, pelo Ministério de Minas e Energia, no qual a União contratou 19 GW de potência de usinas térmicas operadas por gás natural, enfrentou por três anos um autêntico compasso de espera – estavam sendo resolvidas barreiras burocráticas e legais. Mas o processo está agora sob ataque, visando a transformar o “horizonte largo e bem iluminado”, citado no início desta coluna, num corredor estreito e escuro. As consequências de uma suspensão podem ser tão graves que até o Complexo do Pecém, estratégico para o desenvolvimento do Estado, entra na mira de prejuízos.
Forte, mas nem tanto
O deputado federal Danilo Forte (UB) é o nome mais exposto dos ataques à legalidade do leilão de energia. A pauta dele no Parlamento e em tribunais tem aproximação com a de representações que foram derrotadas no processo de compra dos 19 gigawatts pelo governo federal.
Decisão
A alegação do parlamentar cearense é de que houve “anomalias” no leilão. Danilo até enviou à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal documento apontando o que julga serem irregularidades. A advogada Fernanda de Paula, esposa do deputado, também foi à Justiça. Apresentou os mesmíssimos argumentos. A representação foi rejeitada pelo juiz Manoel de Castro Filho.
Sem robustez
O magistrado explicou não ter verificado “demonstração suficientemente robusta apta a afastar (…) a presunção de legitimidade dos atos administrativos e regulatórios”. Ou seja, segue o leilão; desidrataram-se os recursos dos que se opõem à compra de energia por meio do leilão.
Parecer
Para por em xeque os movimentos contra o certame, o Operador Nacional do Sistema Elétrico tem o parecer técnico de que o leilão é fundamental para evitar apagões no País. E que é o modo correto de garantir confiabilidade e gerar energia de forma constante e independente de fenômenos naturais.
Luz no Sol
O Parque Del Sol, complexo habitacional na região sul de Fortaleza, vai ganhar reforço na iluminação. O prefeito em exercício, Leo Couto, assinou ordem para o início dos serviços na área. Quase 800 pontos de iluminação pública serão modernizados.
Sessão coruja
Flagrado num “combinemos” com o vigarista preso Daniel Vorcaro, dono do extinto banco Master, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem de inserir novo apelido no já extenso rol que acumula: “Flávio Lanterninha”. O epíteto diz respeito ao profissional que mostrava a frequentadores de cinemas poltronas disponíveis.

Mais outra?
O filho de Jair Bolsonaro já é chamado de “Flávio Rachadinha”, “Willie Wonka”, “Flávio Miliciano”, “Flávio Dançarino” e “Flávio Diarreia”. Encarar mais uma provocação não há de ser, digamos, moleza.
Correr não paga imposto

A Secretaria da Fazenda do Ceará vai promover corrida de rua para comemorar os 190 anos de existência do órgão. O evento será em 28 de junho. As inscrições estão abertas em https://forchip.com.br/sefaz. Haverá quatro categorias, inclusive para PCDs.


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