Eu já escuto os teus sinais
Que ninguém negue que o Ceará corre o risco de ser varrido por um tsunami de mentiras como as de Flávio Bolsonaro. Há indicações nítidas de que o jogo não será limpo. O deputado André Fernandes, por exemplo, já espalhou lixo na porta da Prefeitura de Fortaleza e até fraudou vídeo em comunidade de Morada Nova. É a lei do “Quanto mais terror melhor”.
Para alguns, mentir é oxigênio
Ciro Gomes (PSDB), anunciado candidato a governador do Ceará, não se avexa em acusar a existência da prática em Sobral, berço político dele: “(O Becco do Cotovelo) era como se fosse isso: um centro onde os fofoqueiros se reuniam”. Resumiu o local, referência social e cultural da cidade, a um ninho de fake news. Ele que se entenda com os sobralenses.
Para se ter ideia do nível

A Capoeira, arte marcial e expressão cultural de raiz africana, já tem um dia pra chamar de seu no Brasil. É 15 de julho. O Senado aprovou matéria e o presidente Lula (PT) a sancionou. Curiosidades: 1. o projeto tramitou no Congresso por longos e penosos 16 anos – nesse período o Brasil teve quatro presidentes e dois golpes (o primeiro, parlamentar, em 2016, com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff; o segundo, liderado por Jair Bolsonaro em 2023 e frustrado pela lei); 2. Sugeriram-se duas datas para a homenagem.
Ajeitando o berimbau
Quando houve a primeira votação do Dia da Capoeira, na Câmara federal, a data escolhida havia sido 20 de novembro – o Dia da Consciência Negra e da morte do líder Zumbi dos Palmares. Mas a data se tornaria feriado nacional em 2023. Por isso, o Senado aprovou emenda mudando o dia para 15 de julho. O texto original é de Márcio Marinho (hoje no Republicanos da Bahia).
“Erosão gradual”
Alerta sério e que deve ser anotado pela sociedade: a Democracia está sendo vítima de uma erosão gradual, “capaz de preservar a aparência das instituições enquanto enfraquece seus fundamentos”. Quem avalia é o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Ele completa: “A democracia pode morrer sem que se anuncie oficialmente sua morte”.
É só reparar
O ministro Edson Fachin não cita nomes, mas é possível apontar personagens como Donald Trump, Javier Milei, a família Bolsonaro, Daniel Ortega e Nayib Bukele como interessados em violar os princípios democráticos – todos, aliás, já reincidentes na ação lesa-humanidade. Da falta de sinais ninguém pode reclamar.


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