- O deputado Eunício Oliveira (MDB), vendo Cid Gomes (PSB) lançado como candidato a novo mandato de senador pelo presidente Lula, soltou os cachorros: “Esse rapaz (Cid) (…), que endeusaram, vai ter o troco nas ruas. Quem trai a mãe, o pai e o irmão mais velho por nada, só por um interesse de atender a num sei o que lá, é ele. O fim é triste”, choramingou em entrevista à Imprensa. Mas quem é o traidor? As relações de Eunício Oliveira com quem o julgava aliado revelam o deputado entende como “traição”. Rebobinando a fita da memória política cearense, a história mostra que Eunício manobrou para tomar o poder no MDB cearense – traiu, nessa voracidade, Juraci Magalhães, ex-prefeito de Fortaleza. Juraci terminou a carreira política e a vida no hoje extinto PR – um partideco, em forma e conteúdo, sem peso nas cenas local e nacional. A verve azeda do parlamentar, que anunciou estar em tratamento de saúde, razão pela qual tem se mantido afastado das atividades pré-eleitorais, esbarra também em outra personagem: a ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT).
Fugiu pela direita
Então presidente do Senado e do Congresso Nacional, Eunício traiu Dilma em 2016 e se entregou a tucanos e outros golpistas. Mesmo tendo dito ser aliado da presidenta e do ex-presidente Lula, de quem foi ministro das Comunicações, não moveu uma palha para evitar o impeachment e a crise institucional em que o Brasil seria enfiado. Entregou Dilma às hienas. A sequência foi trágica: a ascensão do bolsonarismo e da extrema-direita, em 2018, e golpe de 8 de janeiro do 2023.

Que “aliado”, hein?
Para se medir a posição de Eunício no impeachment, confira declaração dele: “A crise econômica enfraquece o governo, que fica incapacitado de persuadir a sociedade. Hoje, é preciso reconquistar a confiança dos empresários, trabalhadores e da juventude brasileira. É um erro acreditar que, largados à própria sorte, os conflitos se reconciliam e as demandas se reequilibram”. Jair Bolsonaro, que elogiou o assassino Brilhante Ustra no voto para derrubar a presidenta, não seria tão agressivo.
As convenções estão no ar
Está vogando desde ontem o prazo para partidos políticos e federações realizarem convenções em que vão definir candidatos e deliberar sobre coligações. O momento é crucial. Sabe-se que as principais siglas só deverão agendar os encontros estaduais e nacionais no fim da temporada. O período segue até 5 de agosto.
Essencial para julgar
Que lembrem a cidadã e o cidadão: não é só a Justiça Eleitoral que deverá estar de olho no cumprimento das normas e no que se dirá e fará. Os eleitores também precisarão estar atentos. Os movimentos, a escolha (ou formalização) de nomes e a exposição de temas, princípios e objetivos podem ser desde já bússolas para análises pessoais e/ou coletivas.
Rife
Quem se manifesta contra a Democracia e a Justiça, por exemplo, já deve servir para acionar o desconfiômetro da sociedade. Quem esculacha direitos de mulheres e mente desavergonhadamente também merece ser incluído num índex de malditos. Racistas, idem. E quem debocha da inteligência alheia? Esses, sem graça nem humor e ironia, são pra lá de daninhos.
Acelera!
Passou na CCJ da Assembleia projeto que cria no Ceará o Dia Estadual do Off-Road. A proposta leva a assinatura do deputado Salmito Filho (PSB) e indica o 4 de abril como data referencial para a atividade. O deputado menciona “condições climáticas favoráveis” entre as justificativas para a definição no calendário.

Essa é a trilha
Diz Salmito: “A instituição de uma semana dedicada ao off-road contribui diretamente para o fortalecimento do turismo de aventura sustentável, promovendo a utilização consciente dos recursos naturais, o respeito ao meio ambiente e a preservação dos ecossistemas, em consonância com as diretrizes de desenvolvimento sustentável”.
Papo de música
O Centro Cultural BNB de Fortaleza abre portas quarta-feira para roda de conversa sobre os 50 anos da onda musical que ganhou o nome de “Pessoal da Ceará” – não era um movimento organizado, mas modo de diferenciar talentosos artistas locais, que despontavam nacionalmente, de baianos, pernambucanos e mineiros, que já haviam conquistado lugares ao sol.

Persona
A socióloga, professora, pesquisadora e musicista Mary Pimentel, autora do “Terral dos Sonhos – O Cearense na Música Popular Brasileira” estará no CCBNB de Fortaleza para abordar o tema. Começa às 18h30min. O grupo vocal Em Canto terá participação especial.


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