
Cristã, com trajetória na gestão pública e defensora das mães atípicas, a candidata a deputada federal Katy Costa (PSD-SP) constrói sua campanha em uma posição incômoda
para o próprio campo: é evangélica e diverge abertamente da bancada evangélica em pautas centrais.
A posição revolucionária que adotou está chegando a outros estados e outras igrejas, buscando renovar e atualizar as considerações religiosas sobre ciência e leis.
A divergência não é de fé, e sim de agenda. Katy defende o uso medicinal da cannabis, a responsabilização criminal de líderes religiosos que cometem abusos e assédio, e a
ampliação do cuidado do SUS para mulheres e crianças atípicas — temas em que o bloco evangélico no Congresso tem atuado, majoritariamente, em sentido oposto ou em silêncio.
“Ser evangélica não me obriga a votar em bloco. A fé me obriga a olhar para quem está sofrendo, e é isso que eu faço”, afirma a candidata.
Sua base eleitoral está na Zona Leste de São Paulo — Itaquera, Tatuapé e região —, com penetração em cidades polo como Guarulhos, Campinas, ABC e Baixada Santista. É nesses territórios que a candidata testa a tese que sustenta sua campanha: a de que existe um eleitorado cristão que não se reconhece na pauta de costumes e que cobra respostas concretas sobre saúde, inclusão e proteção à infância.
“O eleitor cristão não é um voto automático. Ele quer saber o que você vai fazer pelo filho dele que precisa de terapia, pela mãe dele que está na fila do SUS, pela filha dele que
apanhou e não sabe a quem recorrer”, diz

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