A empresa de restaurantes Coco Bambu, originária de Fortaleza, contabiliza a primeira derrota no processo que abriu na Justiça contra os artistas Gregório Duvivier e João Vicente de Castro e a produtora Porta dos Fundos, da qual os atores são sócios. A rede de restaurantes tenta punir Gregório e João Vicente e a produtora por um vídeo em que, segundo a reclamação à Justiça, “insinua que o Coco Bambu copiou o cardápio e a identidade de outro estabelecimento”, de acordo com matéria no site UOL.
Informa o site: “A juíza Lindalva Soares Silva rejeitou o pedido de tutela de urgência que buscava remoção imediata do vídeo antes do julgamento. Na decisão, a magistrada apontou a ausência de ‘probabilidade do direito’, indicando que as alegações iniciais da rede de restaurantes não justificam uma intervenção judicial urgente…”
O dono do Coco Bambu é um empresário bolsonarista, Afrânio Barreira, que até compunha grupo em aplicativo de mensagens com manifestações de apoio a um golpe de estado no Brasil. Barreira se defendeu, dizendo que só esteve com Jair Bolsonaro uma vez e não interagia no grupo.

Ainda sobre a tramitação da ação que visa a censurar a expressão artística, o UOL explica que:
O pedido também foi negado por não envolver risco à vida ou à saúde. A juíza determinou que se deve priorizar o princípio constitucional do contraditório, permitindo que Gregorio Duvivier, João Vicente de Castro e o Porta dos Fundos apresentem suas defesas.
O processo é motivado, segundo o jornal O Globo, por Duvivier ter insinuado, sem citar nomes, que o sócio fundador do Coco Bambu copiou o cardápio e a identidade do restaurante Camarões, de Natal. A fala do apresentador foi ao ar em um episódio de dezembro.
No episódio em questão, os apresentadores estavam falando de todos os estados do Brasil, quando o assunto chegou ao Rio Grande do Norte. “Lá tem uma rede [de restaurantes] muito boa que é o Camarões. Só tem lá, e eles se recusam a sair de Natal, porque já chamaram muitas vezes”, disse Gregorio.
Inclusive, tem um restaurante que eu não posso falar o nome, porque senão vou ser processado, que roubou o Camarões. O empresário foi ao Camarões, ficou indo, achou aquilo genial, copiou todos os pratos, roubou vários garçons, um gerente, o prato, trocou o nome e implantou no Brasil inteiro e ficou bilionário com uma rede que não passa de uma cópia do Camarões.
Gregorio Duvivier


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