Economia circular: vinte e duas entidades formam coalizão e lançam manifesto nacional em defesa de política moderna e responsável para plásticos

Coletalixo.com | Quais são os tipos de plásticos que existem?

A indústria brasileira lançou a Coalizão Brasil Circular, movimento que reúne 22 entidades representativas de setores estratégicos da economia em defesa de uma agenda moderna de economia circular e do uso responsável dos plásticos. A iniciativa nasce em meio ao avanço de discussões regulatórias no Congresso Nacional e no Executivo sobre restrições e banimentos de produtos plásticos, tema que mobiliza cadeias produtivas responsáveis por milhares de empresas, empregos e investimentos no País.

A coalizão reúne representantes da indústria de transformação plástica, bebidas, reciclagem, agronegócio, fibras sintéticas, tintas, insumos farmacêuticos e do setor químico como um todo. Entre os signatários estão entidades representativas de diferentes segmentos industriais e produtivos, reforçando o caráter multissetorial da iniciativa e a construção de uma agenda conjunta baseada em ciência, inovação, sustentabilidade e responsabilidade compartilhada.

O manifesto defende que a discussão sobre sustentabilidade e gestão de resíduos avance a partir de critérios técnicos, estudos de avaliação de ciclo de vida, neutralidade tecnológica e fortalecimento da infraestrutura de reciclagem, evitando abordagens consideradas simplistas ou desalinhadas da realidade produtiva brasileira.

Confira a íntegra do manifesto.

Segundo a Coalizão Brasil Circular, políticas públicas voltadas à sustentabilidade precisam considerar impactos econômicos, capacidade produtiva, infraestrutura disponível e efeitos sociais ao longo de toda a cadeia. O grupo demonstra apoio ao Projeto de Lei nº 1.874/2022, que institui a Política Nacional de Economia Circular, mas manifesta preocupação com propostas que estabelecem restrições generalizadas ou banimentos de produtos plásticos sem avaliação técnica aprofundada, como o PL 258/2024 e o PL 2524/2022.

O manifesto alerta que medidas desconectadas da realidade industrial podem gerar perda de competitividade, aumento de custos, insegurança regulatória e impactos relevantes sobre emprego e produção. A coalizão também destaca que a indústria brasileira já avança de forma consistente em descarbonização, inovação e eficiência produtiva, apoiada por uma matriz energética majoritariamente renovável e por investimentos crescentes em redesign de produtos, logística reversa, reciclagem mecânica e reciclagem química.

Outro eixo central do documento é a defesa da responsabilidade compartilhada entre indústria, consumidores e poder público, além da ampliação da infraestrutura de coleta, triagem e reaproveitamento de resíduos. O grupo ressalta ainda a importância estratégica da reciclagem para o fortalecimento de cooperativas, a geração de renda e a inclusão produtiva.

A Coalizão Brasil Circular nasce em um momento no qual governos e empresas ao redor do mundo revisam políticas industriais, ambientais e regulatórias ligadas à transição para modelos produtivos mais sustentáveis. Para as entidades signatárias, o Brasil reúne vantagens competitivas relevantes para liderar essa transformação, incluindo base industrial robusta, capacidade tecnológica e uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta.

Assinam o manifesto: Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados, Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos, Associação Brasileira da Indústria de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades, Associação Brasileira da Indústria do PET, Associação Brasileira da Indústria do Plástico , Associação Brasileira da Indústria Química, Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas, Associação Brasileira de Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas, Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas, Associação Brasileira de Produtores de Fibras Poliolefínicas, Conselho Federal de Química, CropLife Brasil, Instituto Brasileiro do PVC, Federação das Indústrias da Bahia, Federação das Indústrias do RJ, Sindicato da Indústria de Material Plástico do RJ, Sindicato da Indústria de Material Plástico da Bahia, Sindicato da Indústria de Material Plástico, Transformação e Reciclagem de Material Plástico de São Paulo, Sindicato das Indústrias Químicas no Rio Grande do Sul, Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense, Sindicato das Indústrias de Material Plástico no RS e Sindicato da Indústria de Produtos Químicos para fins Industriais do RJ.

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