Por Roberto Maciel, jornalista:
O escândalo revelando a promiscuidade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o extinto e corrupto banco Master não deveria espantar ninguém. O que espanta é o fato de que há quem se espante. O filho do ex-presidente e atual presidiário Jair Bolsonaro, flagrado em diálogos nos quais pede dinheiro ao dono do Master para pagar contas de um filme sobre o pai, nada mais do que mostra o que é: um Bolsonaro.
Já Daniel Vorcaro parece, mais uma vez, ter cumprido a mania de brincar com dinheiro, distribuindo valores polpudos a quem o servia – basta que lembremos dos R$ 140 milhões ao ex-presidente do Banco Regional de Brasília, o bolsonarista Paulo Henrique Costa. De onde Vorcaro, suspeito de lavar dinheiro do PCC, tirava o que torrava?
A carreira de “situações indevidas”, digamos assim, que se relacionam a Flávio é muito extensa: quando deputado estadual, comandava um esquema de “rachadinhas”, tomando salários de servidores do gabinete. Em seguida, montou um negócio fraudulento de comércio de chocolates – uma franquia da marca Kopenhagen -, no qual faturava valores idênticos em “vendas” em fins de mês. Depois,
Também deu provas sobejas de que se relacionava bem com milicianos – o que parece ser critério obrigatório para ser Bolsonaro ou bolsonarista.
Mostrou ainda que, humanamente, é capaz de fazer cocô nas calças em circunstâncias de aperto político – revelou, mesmo sem querer, que a correspondência entre fezes que produz e os pensamentos e falas que expele é muito próxima na família a que pertence.
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Esse Flávio, que nunca apresentou projeto que não tivesse por trás um fundo obscuro, merece cada apelido que recebeu. Isso não é bulling político, é “liberdade de expressão”:
– Flávio Rachadinha
– Flávio Chocolatinho
– Flávio Milicianinho
– Flávio Dancinha
Vale muito, inclusive, o mais recente, “Flávio Lanterninha”, irônica menção ao trabalhador que mostrava com uma lanterna poltronas livres aos espectadores em salas de cinema.
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Pra que se surpreender com Flávio e os bolsonaros, afinal? Talvez só o mais tolo maníaco pela família seja capaz de acreditar nas conversas deles. Talvez.


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