As férias escolares costumam impulsionar o turismo e as compras pela internet, mas também representam uma oportunidade para criminosos aplicarem golpes digitais. Promoções falsas de passagens e hospedagens, perfis clonados de hotéis, links maliciosos enviados por aplicativos de mensagens e fraudes envolvendo Pix estão entre os principais riscos enfrentados pelos consumidores nesta época do ano. A atenção deve ser redobrada, especialmente porque os criminosos exploram o senso de urgência criado por ofertas com tempo limitado e descontos muito abaixo do mercado.
O advogado e coordenador do curso de Direito da Estácio Ceará, Joviano Sousa, alerta que a prevenção continua sendo a principal forma de evitar prejuízos financeiros e transtornos durante as viagens. “Nas férias, as pessoas tendem a realizar mais transações pela internet e acabam baixando a guarda diante de ofertas aparentemente imperdíveis. É justamente esse comportamento que os golpistas procuram explorar. Antes de efetuar qualquer pagamento, é fundamental verificar a autenticidade do site, pesquisar a reputação da empresa e desconfiar de preços muito inferiores aos praticados pelo mercado”, orienta.
Entre os golpes mais comuns estão anúncios falsos de hospedagens em redes sociais, páginas que imitam plataformas conhecidas de reservas, envio de links fraudulentos por e-mail e WhatsApp e solicitações de pagamento via Pix para contas de terceiros. Em muitos casos, a vítima só descobre a fraude ao chegar ao destino ou perceber que a reserva nunca existiu.
Segundo Joviano Sousa, alguns cuidados simples podem reduzir significativamente o risco de cair em golpes. “O consumidor deve sempre conferir se o endereço eletrônico é oficial, evitar acessar links enviados por desconhecidos, utilizar meios de pagamento que ofereçam maior proteção ao comprador e guardar todos os comprovantes da negociação. Também é importante ativar a autenticação em dois fatores nos aplicativos e manter dispositivos atualizados”, explica.
Caso o consumidor perceba que foi vítima de um golpe, a orientação é agir rapidamente. “O primeiro passo é comunicar imediatamente a instituição financeira para tentar bloquear ou rastrear a transação. Em seguida, registrar um boletim de ocorrência, reunir todas as provas da negociação e formalizar reclamação nos órgãos de defesa do consumidor. Dependendo do caso, também é possível buscar a responsabilização civil dos envolvidos e o ressarcimento dos prejuízos”, destaca o especialista.
O advogado reforça que a informação é uma importante aliada no combate aos crimes virtuais. “Os golpistas aperfeiçoam constantemente suas estratégias, mas a melhor defesa continua sendo a cautela. Desconfiar de ofertas milagrosas, confirmar informações em canais oficiais e nunca agir por impulso são atitudes que fazem toda a diferença para garantir férias tranquilas e seguras”, conclui.


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