Lula e Trump: reunião que, fosse jogo ou guerra, poderia terminar empatada

  • O presidente Lula (PT) tem encontro marcado nesta quinta-feira com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião havia sido cogitada fazia pelo menos três meses – estava antes agendada para março, mas a guerra dos EUA contra o Irã alterou planos. É óbvio que a pauta tem pés fincados na política internacional, considerando temas como comércio exterior, terras raras e segurança, mas não erra quem se esforça em enxergar no tête-à-tête elementos que tocarão nas entranhas brasileiras. Há, de fato, muito a ser colocado na mesa e muito, quase na mesma proporção, com potencial de uso como propaganda política. Alguns analistas têm dito que Lula quer trazer como troféus as cabeças de criminosos brasileiros que se encontram nos Estados Unidos atiçando intrigas contra a nação, gente como Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Allan dos Santos e Alexandre Ramagem – todos com contas a prestar com a Justiça, golpistas e quintas-colunas que são. Desse jeito, aliviaria perdas com derrotas recentes no Congresso. Outros alertam que Trump tentará tirar vantagens para os EUA e, assim, buscar atenuar os danos à imagem decorrentes da pífia campanha contra os iranianos. Ou seja, essa reunião, mesmo não podendo ser chamada de embate, tem tudo para terminar em empate. Desculpem o trocadilho.

A saber
As questões são: 1. vale a pena cobrar dos EUA a expulsão de delinquentes? 2. O risco de os foragidos se dizerem vítimas de perseguição política seria menor do que os ganhos de os colocarem agora atrás das grades? 3. Lula acumula para si algum valor se bancar o xerife? 4. A campanha eleitoral será afetada de algum modo por ação nesse sentido?

Consumo interno
O governo brasileiro, por meio de ferramentas fiscais e de averiguação de fraudes tributárias, já sabe quem financia a existência de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem nos EUA? Ambos não têm empregos, mas vivem nababescamente. O dinheiro sai de onde?

Dançar para não dançar
O ofício de profissional de dança já é uma realidade no Brasil. Quem deu o passo decisivo na coreografia política que envolve regras de formação, competências e contratos, foi o presidente Lula. O petista sancionou lei do então senador Walter Pinheiro (sem partido-BA).

Pé de valsa
Pela nova lei, os contratos de trabalho terão de especificar jornada de trabalho (olhaí o fim do 6×1, hein?), local de atuação do profissionai e definições sobre viagens e pagamento de valores por serviços adicionais, havendo deslocamento para fora da cidade em que se baseia no contrato.

Volta aos palcos
A propósito, vem aí o Festival de Dança da Juventude, evento que reúne grupos, coletivos, escolas e artistas independentes. Será de 13 a 30 deste mês, nas unidades da Rede Cuca. O Festival passou quatros anos de molho, sem atenção da gestão de José Sarto (ex-PDT hoje no PSDB) na Prefeitura de Fortaleza.

Conselho é bom
A Assembleia Legislativa recebe até amanhã inscrições para o Selo Alece Conselho Tutelar Garantindo Direitos – Edição 2026. Podem requer adesão colegiados tutelares de todos os municípios do Ceará, mas é preciso que atendam as regras do Selo. As informações estão todas em https://shorturl.at/TGbCE.

ALECE - Alece publica termo de referência para novo concurso público

Parceria
A Associação Cearense de Imprensa e a Assembleia firmaram parceria que valoriza o bom e indispensável jornalismo. Isso é vital para a Democracia, diga-se. As instituições – ambas centenárias, a ACI com 101 anos e a Alece com 190 – estão tocando juntas a edição 2026 do Prêmio ACI de Imprensa. Profissionais e estudantes serão contemplados em categorias diferentes.

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