O terceiro Levantamento de Índice Rápido Amostral para Aedes aegypti (LIRAa) deste ano aponta redução de 61% no quantitativo de bairros classificados em situação de risco para infestação do mosquito em Fortaleza. Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS). O estudo indica melhora significativa do cenário epidemiológico em relação ao segundo ciclo do levantamento e refletem o impacto das ações de vigilância e controle vetorial desenvolvidas pelo Município ao longo do ano.
Os resultados apontam que Fortaleza reduziu de 41 para 16 o número de bairros classificados em situação de risco entre o segundo e o terceiro levantamento. Paralelamente, o número de bairros classificados como satisfatórios dobrou, passando de 18 para 36 localidades, demonstrando uma recuperação importante após o período mais crítico da quadra chuvosa.
Com a intensificação das estratégias de enfrentamento, o terceiro levantamento confirma uma reversão desse cenário. Além da redução dos bairros em risco, Fortaleza ampliou o número de áreas classificadas como satisfatórias, evidenciando os resultados das ações executadas pelas equipes da SMS, aliado a redução das precipitações pelo final da quadra chuvosa.
Ações permanentes de controle
O mosquito circula durante todo o ano, por isso, a Prefeitura de Fortaleza mantém o monitoramento constante e reforça as ações antes e durante o período chuvoso, quando há mais acúmulo de água.
Entre as principais ações realizadas, estão:
– Visitas domiciliares;
– Aplicação de larvicidas (para controle de focos de reprodução do mosquito) e inseticidas (ação química espacial e residual – UBV);
– Atendimento a denúncias de focos por meio do número 156;
– Monitoramento do vetor;
– Ações de educação em saúde e mobilização social;
– Bloqueio de casos confirmados de arboviroses;
– Recolhimento de pneus e mutirões de limpeza;
– instalação e monitoramento de estações Disseminadoras de larvicida-EDL;
– Operação Fronteira – ações integradas com os municípios limítrofes de Fortaleza;
– Operação Metrofor – ações de controle vetorial nas estações, túneis, vagões/trens e trilhos;
– Ações preventivas e de educação em saúde nos terminais de ônibus/transporte coletivo.
A Secretaria Municipal da Saúde destaca que o combate ao Aedes aegypti depende da participação conjunta do poder público e da população. A eliminação de recipientes que acumulam água, a limpeza periódica de caixas d’água, calhas e quintais e o recebimento dos agentes de combate às endemias continuam sendo medidas fundamentais para impedir a proliferação do mosquito e reduzir o risco de transmissão das arboviroses em Fortaleza.

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