A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje, terça-feira (11.8), operação cujo alvo é o jornalista Rui Costa Pimenta, que preside o Partido da Causa Operária (PCO). O dirigente foi citado em mandado de busca e apreensão cumprido por agentes federais no âmbito das investigações. Rui Costa Pimenta controla o partido com mão de ferro. O PCO surgiu no campo da esquerda nos anos 1990, afirmando-se “trotskista”, mas migrou para a direita radical, até apoiando ações do bolsonarismo. Já foi candidato à Presidência da República em 2002, 2010 e 2014. Atualmente tenta mais uma vez o comando do País.
Abaixo, informações do site Brasil 247, com texto de Guilherme Levorato:
A apuração destaca a realização de repasses financeiros efetuados pelo partido a fornecedores do setor gráfico. De acordo com os autos do processo, a investigação foca nos pagamentos direcionados às empresas Digiartegraphics Gráfica Ltda., JCO Gráfica e Editora e Dauzaker Edições e Impressões. Os documentos apontam que Rui Pimenta (foto abaixo) exerceria posição central na administração das verbas públicas recebidas pela legenda, bem como na definição direta das contratações submetidas à apuração judicial.
A representação policial detalha montantes expressivos repassados às companhias sob suspeita. Entre os valores mapeados, constam cerca de R$ 900 mil destinados à Digiartegraphics e R$ 555.092 pagos à JCO Gráfica e Editora ao longo do ano de 2022. Além disso, os levantamentos indicam transferências de mais de R$ 365.954 para a Dauzaker Edições e Impressões em um período que abrange os anos de 2017 a 2020.
Segundo as autoridades responsáveis pelo caso, foram identificados indícios de incompatibilidade entre a estrutura operacional apresentada pelas empresas, os montantes financeiros recebidos e as ligações mantidas com integrantes do grupo investigado. Tais circunstâncias levantadas pela Polícia Federal colocam em dúvida a efetiva prestação dos serviços contratados e a real destinação dos recursos públicos repassados às prestadoras.
Os elementos informativos reunidos até o momento também apontam a existência de vínculos diretos entre os fornecedores contratados, familiares e membros da própria direção do PCO, aspecto que segue sob escrutínio dos investigadores.


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