O deputado estadual cearense Rento oseno (PSOL) aunciou hoje (sábado, 4.7) que será candidato a deputado federal nas eleições de outubro próximo. Renato ressaltou entre os desafios que tem os de renovar o Congresso Nacional, ampliar a bancada do partido e aumentar a representatividade dos setores populares em um parlamento de posições majoritariamente elitistas e antipovo.
Em seu terceiro mandato como deputado estadual no Ceará, Renato quer se tornar o primeiro parlamentar federal a ser eleito pelo PSOL na região Nordeste. “Nessas eleições, é fundamental reelegermos o presidente Lula e impedirmos o retorno da extrema-direita bolsonarista ao Palácio do Planalto. Ao mesmo tempo, é urgente renovarmos a formação do Congresso Nacional, fazendo valer em Brasília as aspirações e os direitos das maiorias sociais”, afirma o parlamentar, que hoje integra a *federação Rede-PSOL*.
A pré-candidatura foi escolhida como uma das prioridades da direção nacional do PSOL para que o partido possa ampliar sa expressão legislativa federal e também superar a chamada “cláusula de barreira”. A legislação prevê que em 2026 os partidos deverão eleger ao menos 13 deputados federais em no mínimo nove estados; ou que tenham, nas eleições para a Câmara dos Deputados, um percentual de 2,5% dos votos válidos distribuídos em um terço das unidades federativas, além de alcançar 1,5% dos votos válidos em cada estado.
“Considerando o PSOL como um partido indispensável da esquerda brasileira, a superação da cláusula de barreira deve ser prioridade absoluta nestas eleições”, diz a o texto da resolução da executiva nacional do PSOL sobre a pré-campanha das eleições de 2026. “Garantir o desempenho mínimo exigido significa manter acesso a recursos, tempo de TV e estrutura nacional, além de preservar uma bancada combativa no Congresso, condição essencial para que o nosso partido siga existindo com plenos direitos”, diz a direção partidária.
Essa não será a primeira candidatura de Renato Roseno a deputado federal. Em 2010, antes de se eleger para a Assembleia Legislativa do Ceará, ele foi o segundo candidato mais votado nas eleições para deputado federal em Fortaleza e o 10º nome que mais recebeu votos no estado. Só não conseguiu a vaga por conta das regras do quociente eleitoral então vigentes – pelas regras atuais, teria sido eleito.
Em 2014, Renato conseguiu seu primeiro mandato como deputado estadual – foi o terceiro candidato mais votado de Fortaleza e o 18º do Estado com 59.887 votos. Quatro anos depois, recebeu 74.174 votos e foi eleito novamente para a Assembleia Legislativa. Em 2022, conquistou mais de 83 mil votos e foi o décimo mais votado, o que lhe credenciou para seu terceiro mandato no parlamento estadual.
“Aprendemos muito nesses três mandatos de deputado estadual. E aprendemos, sobretudo, sobre a força da mobilização popular, sobre a capacidade de resistência e de transformação dos lutadores e lutadoras sociais, sobre o poder das ruas e a energia das utopias”, afirma Renato. “E é com essas parcerias que queremos construir nossa pré-candidatura, é com esses interlocutores que queremos levar à Brasília nossas bandeiras de luta por direitos e contra as mais variadas formas de opressão e discriminação”.
Renato observa que tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado são ocupados majoritariamente por representantes de setores econômicos e ideológicos da elite brasileira que atuam apenas para beneficiar seus próprios interesses. “Lembremos de pautas como a PEC da Blindagem, o orçamento secreto, os desmontes do licenciamento ambiental, a não-taxação das grandes fortunas, entre outras. É fácil constatar como esse é um Congresso que, em regra, opera contra as medidas de justiça social e ambiental”, afirma.
O pré-candidato a deputado federal também destaca que o Congresso Nacional passou a exercer um poder desproporcional e quase predatório frente ao Poder Executivo. “Tanto que o debate sobre governabilidade no Brasil passou a ser essencialmente um debate sobre a ampliação de instrumentos clientelistas como o orçamento secreto e as emendas impositivas”, defende. “Por isso, é tão importante a eleição de nomes efetivamente comprometidos com os interesses populares e com a democracia”.


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