- Ganhou volume em Fortaleza campanha para que a Prefeitura não contratasse para a festa de Réveillon a dupla de música brega Jorge & Mateus. O prefeito Evandro Leitão (PT) anunciou, pois, que a mobilização venceu. Quem exerceu a pressão dizia que os artistas apoiaram a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) a presidente da República. E que se assumiram, nesse sentido, contrários a temas de significativa relevância social – combate à violência contra a mulher, fim da jornada de trabalho 6×1, desarmamento e expansão de direitos sociais, por exemplo. Ainda debocharam do Nordeste e dos nordestinos. Alegou-se basicamente que o dinheiro do contribuinte não pode nem deve ser usado para enriquecer quem ataca interesses legítimos do cidadão. Ao mesmo tempo em que se conseguiu vetar Jorge & Mateus enxergou-se nas redes sociais o avanço de discursos de ódio, com clara inspiração fascista, de que empresários da direita devem demitir e não contratar trabalhadores que anunciaram voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É o outro lado. A perseguição aos eleitores do petista seria um modo de se vingar das urnas. Mas, no fim das contas, ninguém está certo. Política significa diversidade e, obrigatoriamente, respeito às diferenças. Quem exige revanche odienta contra apoiadores de Lula, como fazem os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e André Fernandes (PL-CE), não entende nada do que faz e fala. São ignorantes e inimigos da lei. Isso, aliás, já está provado desde outros carnavais. O episódio de agora só mostra mesmo é que eles têm enorme dificuldade de aprendizado. E que quem está do lado certo não pode se rebaixar ao mesmo degrau.
Outro nível
Não se pode dizer que essa mudança foi orientada ou espontânea, mas a leitora e o leitor já notaram que não se diz mais “música caipira” para designar o gênero de personagens como os citados Jorge e Mateus e mais Zezé di Camargo, Gusttavo Lima, o exótico Eduardo Costa (abaixo), Daniel, Leonardo, Anna Castela? Todos são, mais do que cantores, máquinas de moer dinheiro de prefeituras. E como moem!

Vá entender!
Esses ditos artistas têm sido agora chamados unicamente de “sertanejos”. A expressão “caipira”, deve-se supor, os relaciona a mau-gosto, atraso, “coisa de pobre” e, não duvide, “de nordestino”. É um caso ilustrativo de palavra demitida. Já o tal “sertanejo” tem a ver com rebanhos de gado, arma, poder, bancos de investimentos, picapes, fazendas ricas, Miami, Dubai e jatinhos. Sinal dos tempos!
Acelera!
Começou a tramitar na Assembleia Legislativa projeto que isenta no Ceará o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) cobrado de profissionais do transporte de passageiros ou de entregas por plataformas digitais. Ou seja para o pessoal dos aplicativos, como Uber, 99 e iFood. São trabalhadores que impulsionam a economia mas que acaba não sendo ajudado pela carga tributária.
Promessa é dívida
O próprio governador Elmano de Freitas (PT) se comprometeu com a isenção com a categoria. A ideia ganhou força na campanha eleitoral. O compromisso acabou surtindo efeito adicional: a extrema-direita parou de assediar eleitoralmente motoristas e motoqueiros. Simples assim.
Aos olhos da lei
Para manter a marcha, vale observar: motoristas de aplicativos com veículos de placas de final 9 devem realizar neste mês a vistoria anual obrigatória. Quem faz o serviço é a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), da Prefeitura. Isso pode ser presencialmente ou online. Mais de 8,7 mil veículos de app foram vistoriados neste ano.
É tetra!
Diversidade, equidade, inclusão e pertencimento. É sobre esses quatro fundamentos que a Companhia de Água e Esgoto do Ceará instituiu uma nova unidade gerencial. É a Gerência de Diversidade, Equidade, Inclusão e Bem-Estar, que vai cuidar também de ações de saúde e bem-estar dos colaboradores.

Compromissos
A Gevid da Cagece se relaciona ao alinhamento da empresa a diretrizes de sustentabilidade e responsabilidade social. Esse campo compreende compromissos da companhia firmados com o Pacto Global da Organização das Nações Unidas. Parceiros como a Agência Francesa de Desenvolvimento também se orientam pelo pacto.




